Segundo júri do Caso Bento foi adiado para novembro, devido à Promotora de Justiça Lisiane Villagrande ter positivado para covid; nova data é em 9 de novembro. Primeiros réus foram condenados em julho (foto Marcelo Ribeiro/arquivo C7)

O segundo julgamento dos quatro réus restantes envolvidos na morte do policial Bento Júnior Teixeira Borges, ocorrida no Natal de 2016, em São Gabriel, acabou transferido de data. O júri iniciaria nesta quinta-feira, 31 de agosto, mas por motivo de força maior, o mesmo foi transferido para 9 de novembro no Fórum local, a partir das 9 horas.

Segundo informações obtidas junto à Vara Criminal da Comarca de São Gabriel, o julgamento foi transferido porque a Promotora de Justiça e responsável pela acusação dos réus, Drª Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca, testou positivo para covid. Com isso, se decidiu pela transferência do julgamento para novembro. 

Neste segundo júri, irão a julgamento os réus Anderson Varreira dos Santos, Giovani Castro Morbak, Roberto Carlos Carvalho Pereira e Patrick Cassal Madri. Anderson será defendido pelo advogado Cesar Augusto Laureano Von Helden, Giovani pelos advogados Gustavo Teixeira Segala e Tiago Machado Battaglin, Roberto por Alesson Lopes Rangel e Patrick por Pedro Gabriel Tavares Souto De Lima Langendorf. 

No primeiro júri, realizado em julho, seis réus foram condenados: Adriel Gomes Corrêa e Alan Costa Rieffel foram condenados a uma pena de 21 anos e 4 meses de prisão e 20 dias e multa, cada um; Robison Carvalho Pereira, Paulo César dos Santos Ferrer a 22 anos e 11 meses e 20 dias de prisão e 20 dias e multa, cada um; Anderson Martins Pedroso a 21 anos e 4 meses de prisão e Sílvio Jobim D' Ávila a 13 anos e 4 meses de prisão. A defesa dos seis réus tinha ficado a cargo do Defensor Público Andrey Régis de Melo e a acusação, a cargo da Promotora Lisiane. 

RELEMBRE O CASO
No Natal de 2016, o policial militar Bento Junior Teixeira Borges, com 36 anos na época, estava no posto Batovi quando uma confusão teria ocorrido num grupo de jovens ligado aos "bondes" e ao intervir, teria discutido com alguns deles e sido agredido por João Gabriel Ferraz da Silva, 16 anos. O policial desferiu disparos de arma de fogo que atingiram e mataram Gabriel, o que teria motivado a revolta dos demais, que o perseguiram dentro da área do posto e usaram de todos os instrumentos para espancar Bento, que acabou morrendo vítima de hemorragia e traumatismo craniano. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 30/08/2022 14h51 
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