Uma mulher tão intensa e uma apaixonada por comunicação saiu da vida para entrar na história. Morreu na tarde desta quarta-feira, 13, a comunicadora, advogada e empresária Ana Rita Chiappetta Focaccia, aos 58 anos, em virtude de câncer. Deixa o esposo, Márcio Ferreira, desportista, e o filho Theodoro Saibro Júnior, advogado radicado em Porto Alegre, e também os irmãos André Matheus e Ana Martha. 

Nascida em 9 de setembro de 1963, filha do comunicador Dagoberto Focaccia, decano do rádio gabrielense, e de Ana Maria Chiapetta Focaccia, voluntária social e dirigente da Liga Feminina de Combate ao Câncer, Ana Rita formou-se advogada pela Funba – Faculdades Unidas de Bagé, da Fundação Átila Taborda, em 1985. Foi também assessora parlamentar do Poder Legislativo e trabalhou, por um tempo, na Rádio Emissora Batovi. 

Foi integrante da equipe da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de São Gabriel, em gestões de Rossano Dotto Gonçalves e de Baltazar Balbo Teixeira, nos anos 90. Também foi colunista política em jornais como “A Notícia”, “Jornal da Cidade” e “Cenário de Notícias”.  Foi secretária executiva da AMFRO (Associação de Municípios da Fronteira Oeste) durante o período do então prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, como presidente da entidade. 

Em 8 de dezembro de 2010, fundou o jornal “O Fato”, ainda em atividade, e considerado por ela como a sua grande contribuição para a coletividade. Escritora de talento elevado, usava de fina ironia e erudição para descrever os fatos do cotidiano, sempre com o toque da sua personalidade, forte e observadora. 

Ana Rita era considerada uma pioneira das mulheres na Comunicação Social. Sua ousadia e determinação inspirou e abriu espaço para muitas mulheres que se tornaram influenciadoras de mídia na modernidade. O timbre limpo e suave de sua voz marcou desde locuções para campanhas políticas até eventos e festivais nativistas, onde atuou como cerimonialista. Foi apresentadora, por diversas edições, da Estância da Canção Gaúcha, ao lado de comunicadores como Wagner Hudson e João Pedro Lemos.

A Prefeitura de São Gabriel, onde ela trabalhou por um bom tempo, decretou luto oficial de 3 dias. “Sua perda deixa uma lacuna enorme na Imprensa e na Sociedade. Em tudo que fez na vida, deixou marcas de ousadia e personalidade que marcaram todas as suas realizações”, ressaltou o prefeito Lucas Menezes.

Os atos de velório começarão agora de noite na capela nobre da Funerária Santa Rita e o sepultamento está previsto para às 10 horas no Cemitério local.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 13/07/2022 18h23
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