Juremir Machado da Silva anunciou que foi demitido do jornal Correio do Povo nesta segunda-feira, 3 de janeiro (foto Nilton Santolin/divulgação)

O jornalista e escritor gaúcho Juremir Machado da Silva anunciou em suas redes sociais que foi demitido do jornal Correio do Povo, que pertence ao Grupo Record. Juremir, que estava no jornal desde 2000, associou sua demissão à uma possível perseguição política visto que o grupo estaria apoiando o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele comunicou sua demissão por volta das 15h40 na rede social Twitter, horas após publicar sua primeira coluna de 2022 no site do jornal. "Hoje, fui demitido. O projeto de extrema direita bolsonarista não quer saber de pluralismo", lamentou. Ele fez parte do grupo durante 21 anos, sendo que em 14, escrevia também colunas que eram veiculadas na página de opinião do jornal. 

Em 2004, foi incorporado à Rádio Guaíba, onde apresentava o programa "Esfera Pública" e fazia comentários de Política e Cultura. Ele foi desligado em agosto de 2020. Embora a emissora tenha alegado readequações, Juremir disse nas redes sociais que sua saída pode ter sido motivada pela entrevista com o ex-presidente Lula, em 2018 - ele afirmou que a emissora, "por ordens superiores", teria tentado impedir de entrevistá-lo. 

Juremir, que é ligado à esquerda, afirmou que o problema começou quando o comando do grupo "aderiu ao bolsonarismo mais radical", o que poderia ser um apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Nas redes, amigos, colegas e profissionais de imprensa manifestaram solidariedade a Juremir. A empresa ainda não se manifestou a respeito da demissão do profissional. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 03/01/2021 17h50
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