Há um ano, Tarso Teixeira era vítima da covid-19; dirigente ruralista teve vários trabalhos no agronegócio de São Gabriel e do RS (foto Marcelo Ribeiro/arquivo C7)

Nesta terça-feira, 4 de janeiro, completa-se um ano da morte do superintendente do INCRA no RS e vice-presidente da Farsul, Tarso Francisco Pires Teixeira, vítima de complicações decorrentes da covid-19. Tarso estava no auge dos trabalhos no INCRA quando contraiu o coronavírus e foi hospitalizado. 

Ele ficou internado na CTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, desde o começo de dezembro, até o seu falecimento. A notícia da morte de Tarso surpreendeu e enlutou o agronegócio, onde desempenhou vários trabalhos, principalmente em São Gabriel e São Sepé, terra da sua família. 

Tarso nasceu em São Sepé em 17 de outubro de 1951, filho de Olga Simões Pires Teixeira e João Nepomuceno Teixeira, que por vinte anos foi presidente do sindicato rural daquele município. Médico veterinário formado pela Universidade Federal de Pelotas em 1975, co-gestor da Fazenda Boa Vista em São Sepé e técnico aposentado da Secretaria de Agricultura do Estado. Foi diretor industrial da Cooperativa Rural Gabrielense (Corugal) e da Cooperativa de Carnes Rio Vacacaí (Cooriva), empresa que foi proprietária da atual planta do Marfrig Group em São Gabriel.

Fundador do Núcleo de Criadores de Ovinos em São Gabriel, foi vice-presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ille de France, e curador da Feira de Terneiros de São Gabriel. Foi presidente do Sindicato Rural de São Gabriel de 2003 a 2019, e desde 2006 é um dos vice-presidentes da Farsul, tornando-se uma voz respeitada na defesa do direito à propriedade.  Atuou em conquistas como a mudança do status de São Gabriel e Santa Margarida do Sul no zoneamento agroclimático da soja, e na implantação do florestamento como matriz econômica da região. 

À frente da superintendência do Incra no Estado, viabilizou a entrega de títulos definitivos para mais de 300 famílias assentadas em todo o Estado, além de firmar parcerias com as prefeituras para investimentos e melhorias em infraestrutura produtiva, captando milhões em recursos federais para estes municípios. Retomou também a participação do Instituto na Expointer de 2019, após 34 anos de ausência. Como escritor, é autor dos livros "Visão da Terra" (2004), "Utopias do Atraso (2009) e "Combatendo o Bom Combate" (2019), da Martins Livreiro Editora. 

Deixou um legado de trabalho, competência e integridade em suas ações em prol do desenvolvimento da agricultura e a redução das desigualdades na área rural. Também deixou a esposa Noni Motta Teixeira, os filhos Flávia, Fernanda e Pedro, e os dois netos. A missa de um ano de falecimento será nesta terça-feira, 4 de janeiro, às 18h30, na Igreja Matriz de São Gabriel. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 04/01/2021 12h36
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