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16 outubro 2020

Morre Celestino Valenzuela, que começou sua carreira em São Gabriel

Celestino Valenzuela, morto aos 92 anos nesta madrugada, começou carreira jornalística em São Gabriel após se lesionar quando jogava pelo Cruzeiro, nos anos 50 (foto reprodução)

Com informações de GaúchaZH

Com início de sua carreira de narrador após desistir de jogar futebol devido à uma lesão em São Gabriel, o narrador e radialista Celestino Valenzuela morreu nesta madrugada de sexta-feira (16) aos 92 anos, após estar internado por problemas de saúde. Valenzuela ficou marcado pela narração que o eternizou como um dos melhores do Estado no jornalismo esportivo e pelo seu bordão "que lance". Ele passou por São Gabriel em carreira esportiva e com o início da carreira jornalística. Sua morte foi noticiada por sua filha, Valena e também pelo ex-colega Cláudio Brito.

Nascido em Alegrete, Valenzuela chegou a atuar como jogador de futebol no Cruzeiro de São Gabriel e uma lesão em 1955 o deixou de molho. Aí um conhecido da Rádio São Gabriel, Omar Barbosa, o convidou para ser locutor e nunca mais voltou a atuar nos gramados, começando a carreira de sucesso. O gerente da época, Ataíde Ferreira, que foi narrador na Guaíba mais tarde, sugeriu que ele fosse para a capital do Estado, após três meses trabalhando na emissora, para alçar voos mais altos. Ele chegou à capital e começou na TV Piratini em 1959. 

Passou ainda pela Itaí, Difusora e Farroupilha. Foi narrador esportivo da RBS TV — e da antiga TV Gaúcha — nos anos 1970 e 1980. Trabalhou também na Rádio Gaúcha, onde transmitia futebol, vôlei e basquete, além de apresentar o programa Domingo Esporte Show. O narrador contou momentos históricos do futebol gaúcho, como os títulos do Internacional no Campeonato Brasileiro nos anos 70 e os títulos do Grêmio na Libertadores e do Mundial de 1983, em Tóquio.

Se aposentou em 1989, tanto da RBS TV quanto da Rádio Universidade, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por opção própria e se dedicar a esposa Iris e os filhos Cézar e Valena. Mas teve alguns retornos na TV, entre eles, a narração breve do último Grenal do Estádio Olímpico, em 2012. Teve sua biografia contada no livro "Que Lance!", de autoria de Rafaela Meditsch e Eduarda Streb. O velório ocorre na Capela do Crematório Metropolitano de Porto Alegre, até a tarde. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 16/10/2020 08h58
Contato da Redação: (55) 996045197 / 991914564 
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