13 julho 2020

Câmara rejeita venda de área da extinta Fundação Agrária

Por maioria, Câmara rejeitou projeto da Prefeitura que pretendia vender área da extinta Fundação Agrária no Tiaraju, por 7 votos a 3; Prefeito lamentou decisão e que recurso seria para projetos que beneficiariam crianças e adolescentes (foto Felipe Oliveira/Comunicação Câmara)
Não seria diferente se em ano eleitoral, já não houvessem as tradicionais polêmicas entre situação e oposição. Nesta segunda-feira (13), uma delas foi a campo na Câmara de Vereadores de São Gabriel. Por 7 votos a 3, os vereadores rejeitaram a venda de uma uma área rural de propriedade do município, advinda de decisão judicial que extinguiu a Fundação Agrária e Profissional de São Gabriel. Localizada no distrito do Tiaraju, a fazenda rural com 304 hectares está avaliada em aproximadamente R$ 4,5 milhões. O Prefeito Rossano Gonçalves lamentou a decisão.

A votação ocorreu na sessão ordinária desta segunda-feira, sessões estas que estão acontecendo no Legislativo com as medidas de prevenção à covid-19. O vereador Sildo Cabreira, do PDT, defendeu a aprovação do projeto alegando que, mesmo com a área passando para a administração privada, os investimentos na infância e na juventude seriam mantidos, conforme definido em sentença judicial que incorporou o referido imóvel ao patrimônio do município.

Já para o vereador Felipe Abib, do PT, um dos que votaram contra o projeto, o local traria mais vantagens ao município se fosse arrendado. O vereador Vagner Aloy, do PSDB, que também votou contra o PL, chegou a defender que o local deveria ser utilizado para sediar uma fazenda terapêutica para tratamento de dependentes químicos e alcoólicos.

Votaram contra os vereadores Felipe Abib (PT), Rossano Farias (Patriota), Márllon Maciel (PP), Éder Barboza (Patriota), Vagner Aloy (PSDB), Adão Santana (PTB) e Renato Silveira (PSDB), votaram a favor Claudiomiro Borges (PL), Sildo Cabreira (PDT) e Flávia Batista (PL).

Após a votação, o Prefeito se manifestou à reportagem sobre o resultado e se declarou "decepcionado" com a rejeição do projeto de lei, que agora não poderá mais retornar à Câmara neste ano. "O município pretendia leiloar para investir na proteção das crianças e adolescentes. A área estava avaliada em mais ou menos R$ 4,5 milhões, mas poderia ser adquirida por mais. A casa legislativa está decidindo apenas com visão política. Isso é lamentável", finalizou.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 13/07/2020 20h55
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