24 julho 2020

A estreia de "Na Gaveta!" com Yuri Cougo Dias

Todas as sextas-feiras, Yuri Cougo Dias falará sobre o esporte no site Caderno7, com a coluna "Na Gaveta!" (foto divulgação)
Mais um colunista começa a escrever para o site Caderno7, o jornalista Yuri Cougo Dias, com a coluna "Na Gaveta!", referente ao momento do gol. Nascido em Bagé (RS), no dia 15 de dezembro de 1995, Yuri Cougo Dias é formado em Jornalismo, pela Urcamp, com especialização em Jornalismo Esportivo, pela Uninter.

Atua como repórter, em Bagé (RS), pelo Jornal Minuano. Mas também conta com passagem pelo Jornal Folha do Sul. Possui experiência com reportagem e fotojornalismo, com ênfase na cobertura do futebol do interior. Todas as sextas-feiras, ele falará do futebol e esporte local, regional, estadual e nacional. Seu contato é pelo e-mail yuricougodias@gmail.com.

Confira a primeira coluna desta sexta, 24 de julho:

O QUE SERÁ DA NOSSA DIVISÃO DE ACESSO?
Fala povo querido de São de Gabriel! A partir desta sexta-feira, terei compromisso marcado com vocês para aquela boa e velha resenha esportiva. Para quem não me conhece, tentei ser o melhor dos melhores goleiros. Mas a ruindade era tanta que a bola implorou que, se eu pegasse a caneta e o microfone, tinha mais chance de vencer na vida. E cá estou, um jornalista bageense, de 24 anos, apaixonado pelo futebol do interior. Neste espaço, traremos análise sobre fatos do esporte, com ênfase no futebol regional. E por falar no futebol do rincão, na quarta-feira, o Gauchão voltou. E de cara, com um Gre-Nal. Porém, o espetáculo das quatro linhas veio recheado de polêmicas, entre clubes, Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e as prefeituras locais.

É necessário, aproximadamente, um mês para que o Gauchão seja finalizado. Até lá, a tendência é que os conflitos sejam ainda maiores, entre quem pensa no futebol como negócio e quem acredita que não há respaldo sanitário para retorno. E a discussão não é nem quanto à presença de público, pois, no mundo atual que vivemos, dizer que um jogo será com portões fechados é a mesma coisa que dizer que futebol se joga com bola.

Mas se não haverá público, como será a receita dos clubes do interior? É aí que entramos no raciocínio que eu queria chegar. Com o retorno do Gauchão, abre-se margem para discutir a volta da Divisão de Acesso. Porém, a Segundona Gaúcha não se resolve num estalar de dedos. Pelo regulamento atual, seriam necessárias 17 datas para ser concluída. Para quem já não lembra mais, o campeonato foi até a terceira rodada. Restam 11 para concluir a primeira fase, mais os confrontos de mata-mata (quartas de final, semifinal e final), todos em ida e volta.

E os 16 clubes que disputam a Divisão de Acesso terão culhão para cumprir essas datas, sem o dinheiro da bilheteria? Pergunto porque o gasto será ainda mais alto que o da realidade antes da pandemia. Motivo? Protocolos sanitários. Se a FGF chegasse hoje e dissesse que a bola voltaria a rolar amanhã, veja alguns dos requisitos:

- Delegações teriam que viajar em dois ônibus (em dias normais já é difícil pagar um)
- Hotéis operam com capacidade parcial (por economia, jogadores chegam a ser distribuídos de dois a três por quarto)
- No dia a dia, atletas devem ficar, preferencialmente, em hotéis ou ambientes individualizados (na maioria dos clubes do Acesso, jogadores são alojados no próprio estádio)
- Testes rápidos de covid-19 teriam que ser feitos na apresentação e véspera do reinício da competição. Quem passar para os mata-matas teria que fazer nova rodada. Quem bancaria esses testes?

Ainda não está claro se os clubes terão saúde financeira para cumprir os protocolos. Mas isso também não anula o outro lado da moeda: os jogadores. Eles precisam trabalhar, pois, a maioria deles vive exclusivamente do futebol. São mais de quatro meses parados, alguns tiveram a Medida Provisória do governo federal aplicada. Já outros tiveram contratos rescindidos e sequer foram amparados pelos clubes. Inclusive, o craque Chiquinho Resende, do Inter-SM, é um dos atletas que lidera, nas redes sociais, um movimento de retorno.

Todos estamos loucos de saudade de ir para o estádio, nas tardes de domingo, cobrir na beira do gramado e comer amendoim no intervalo. Mas não nos esqueçamos: se para uns, o futebol é lazer, para outros é a forma de colocar alimento na mesa. Por isso, o debate precisa ser com responsabilidade. Até a próxima, gurizada!

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