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Polêmica sobre mudança no estatuto envolve a Santa Casa

Santa Casa de Caridade está no centro de uma polêmica na comunidade, que é assunto nas redes sociais e nas ruas
A Santa Casa de Caridade está vivendo uma polêmica nos últimos dias, acentuada por uma denúncia entregue na tarde de sexta-feira (22) por um movimento chamado "Comissão em Defesa da Santa Casa", ao Ministério Público Estadual. A denúncia seria pelo fato de que os integrantes da Mesa Administrativa aprovaram o pagamento de salários retroativos à fevereiro de 2018 aos mesmos, o que está gerando discussões na comunidade.



A denúncia foi apresentada por Vasco Moreira e Ladislê Teixeira e de que o ato seria "legal mas imoral" em virtude de notícias da situação financeira da Santa Casa em virtude do atraso de repasses por parte do Governo do Estado, que chegam a mais de R$ 5 milhões. Em documento, eles informaram que encaminharão uma outra denúncia para o Ministério Público Federal em Santana do Livramento, nesta segunda-feira (25).

A presidência do Legislativo, a cargo do vereador Adão Santana, estaria reunida com a Provedoria da Santa Casa para tomar conhecimento desta assembleia e esclarecer estas dúvidas. Mas por parte da Câmara, o vereador e atual ouvidor da Câmara, Vagner Aloy Rodrigues (Maninho), do PSDB, se manifestou a respeito, dizendo que a remuneração é legal mas para o atual momento de crise, não seria oportuna.

"Nossos médicos estão recebendo parcelados. Esse mês, por exemplo, receberam a metade do salário. Os funcionários estão com as férias suspensas, até segunda ordem. Sem falar que surge informações que alguns valores serão buscados de forma retroativa pela atual Provedoria. Mais uma vez reitero, não é ilegal, mas pelo momento atual, é imoral", afirmou Aloy em seu Facebook, dizendo ainda que já tem subsídios concretos sobre a questão.

O que disse o Provedor?
A reportagem entrou em contato via telefone na manhã deste sábado (23) com o Provedor da Santa Casa, Luiz Carlos Venturini Dotto, que afirmou que vai se manifestar somente após o registro do Estatuto, que ainda não ocorreu. "Vamos buscar mais informações junto ao Ministério Público e assim que o Estatuto for registrado, vamos nos manifestar oficialmente e esclarecer", afirmou. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 23/02/2019 11h21
Contato da Redação: (55) 996045197 / 991914564 
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