O vereador gabrielense Ladislê Teixeira (PSB) denunciou, durante transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta segunda-feira (5), o que considera casos recorrentes de negligência médica no Pronto Atendimento da Santa Casa de São Gabriel. Como exemplo, citou a morte do comunicador e coordenador de Comunicação da Prefeitura de São Gabriel, João Pedro Machado Lemos, ocorrida no último fim de semana.
Na manifestação, o parlamentar afirmou que pacientes com sintomas compatíveis com infarto estariam sendo liberados sem a realização de exames considerados necessários para confirmação do quadro clínico. Segundo ele, em alguns casos, apenas o eletrocardiograma é realizado e, diante de resultado negativo, o paciente recebe alta mesmo com a persistência de sintomas como dor no peito, dor no estômago, náuseas, dor nas costas e desconforto na região cervical.
Nesse contexto, Ladislê Teixeira alertou a população para a importância de uma avaliação clínica completa diante de suspeita de infarto. O vereador afirmou que, além do eletrocardiograma, o exame de sangue é fundamental em situações em que os sintomas persistem, pois pode identificar a ocorrência do infarto mesmo quando outros exames apresentam resultado negativo. Ele ressaltou que pacientes com dor no peito, nas costas, no estômago, náuseas ou desconforto no braço esquerdo devem exigir investigação adequada antes de receber alta médica.
Ladislê relatou episódios anteriores envolvendo pacientes que, após serem liberados do Pronto Atendimento, tiveram infartos confirmados posteriormente ou vieram a óbito. Em um dos casos citados, a realização de exame de sangue teria confirmado o infarto após insistência da família, possibilitando o encaminhamento para atendimento especializado. Em outros relatos, segundo o vereador, o diagnóstico inicial teria sido atribuído a problemas musculares ou gástricos.
Sobre o caso de João Pedro Lemos, o vereador afirmou que, conforme relato da viúva do comunicador, Juliani Murad, ele permaneceu por horas no Pronto Atendimento e recebeu medicação para dor estomacal, sendo posteriormente encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva quando o quadro já era irreversível. Segundo Ladislê, a família registrou boletim de ocorrência e buscou orientação jurídica.
Durante a transmissão, o parlamentar também criticou a ausência de responsabilização de profissionais em casos de supostos erros médicos, o que, segundo ele, contribui para a repetição das falhas. Ele mencionou ainda o que classificou como silêncio de autoridades e de setores com influência política diante das denúncias.
Ladislê Teixeira questionou a eficácia da intervenção administrativa realizada na Santa Casa, afirmando que, na avaliação dele, o atendimento não apresentou melhorias após a mudança na gestão. O vereador defendeu a ampliação do número de médicos no Pronto Atendimento e cobrou fiscalização mais rigorosa por parte do Poder Público.
O parlamentar ressaltou que enfermeiros e técnicos de enfermagem não devem ser responsabilizados pelos problemas relatados, destacando que esses profissionais enfrentam atrasos salariais e dificuldades trabalhistas. Ao final da manifestação, anunciou que pretende atuar no âmbito do Poder Legislativo para a criação de uma comissão de saúde, com o objetivo de apurar o caso de João Pedro Lemos e outros relatos semelhantes.
A Santa Casa de São Gabriel é atualmente administrada pelo município, que, conforme destacou o vereador, está sujeito à fiscalização do Poder Legislativo. Até o momento, não houve manifestação oficial da instituição e segundo fontes, não irá se manifestar a respeito, mas caso desejar o espaço está aberto.
Reportagem: Marcelo Ribeiro
Data: 06/01/2025 16h42
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