Caso Bento Júnior terá segundo julgamento em 22 de novembro, no Fórum de São Gabriel; no primeiro, realizado em julho, seis réus foram condenados pela morte de policial militar. Colegas acompanharam julgamento em massa na época (foto Marcelo Ribeiro/arquivo C7)

Após ter sido adiado por motivos de força maior, o segundo julgamento do Caso Bento está marcado para 22 de novembro no Salão do Júri do Fórum da Comarca de São Gabriel, a partir das 9 horas. Serão julgados os réus Anderson Varreira dos Santos, Giovani Castro Morback, Roberto Carlos Carvalho Pereira e Patrick Cassal Madri.

O julgamento era previsto inicialmente para 31 de agosto, mas por motivo de impossibilidade da presença da Promotora de Justiça devido à covid-19, o mesmo foi remarcado. Anderson será defendido pelo advogado Cesar Augusto Laureano Von Helden, Giovani pelos advogados Gustavo Teixeira Segala e Tiago Machado Battaglin, Roberto por Alesson Lopes Rangel e Patrick por Pedro Gabriel Tavares Souto De Lima Langendorf. 

No primeiro júri, realizado em julho, seis réus foram condenados: Adriel Gomes Corrêa e Alan Costa Rieffel foram condenados a uma pena de 21 anos e 4 meses de prisão e 20 dias e multa, cada um; Robison Carvalho Pereira, Paulo César dos Santos Ferrer a 22 anos e 11 meses e 20 dias de prisão e 20 dias e multa, cada um; Anderson Martins Pedroso a 21 anos e 4 meses de prisão e Sílvio Jobim D' Ávila a 13 anos e 4 meses de prisão. A defesa dos seis réus tinha ficado a cargo do Defensor Público Andrey Régis de Melo e a acusação, a cargo da Promotora Lisiane. 

RELEMBRE O CASO
No Natal de 2016, o policial militar Bento Junior Teixeira Borges, com 36 anos na época, estava no posto Batovi quando uma confusão teria ocorrido num grupo de jovens ligado aos "bondes" e ao intervir, teria discutido com alguns deles e sido agredido por João Gabriel Ferraz da Silva, 16 anos, que segundo testemunhas na época, teria agredido a namorada. 

Para se defender, o policial desferiu disparos de arma de fogo que atingiram e mataram Gabriel, motivando a revolta dos demais. Eles o perseguiram dentro da área do posto e usaram de todos os instrumentos (como cadeiras, cones, objetos de madeira, entre outros) para espancar Bento, que acabou morrendo vítima de hemorragia e traumatismo craniano devido à violência das agressões. O caso chocou a comunidade assim como repercutiu no Estado e País.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 08/11/2022 16h30
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