O Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP) anunciou nesta quinta-feira (27) que fará a reconstituição da morte de Gabriel Marques Cavalheiro em 8 de novembro, terça-feira, para apurar se os fatos aconteceram como narrados pelos réus e de acordo com as provas periciais. A reconstituição será realizada pela equipe da Seção de Reprodução Simulada dos Fatos do Departamento de Criminalística do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Polícia Civil. Um dos réus, o segundo-sargento Arleu Júnior Cardoso Jacobsen, deverá participar desta reconstituição, de acordo com seu advogado. 

Os outros dois réus, os soldados Cléber Renato Ramos de Lima e Raul Veras Pedroso, que também seguem presos junto com Jacobsen, não sabem se irão participar da reconstituição. Além da reprodução simulada, estão marcadas também para novembro as primeiras audiências do caso na Justiça Militar. No dia 1º será em Porto Alegre, no dia 4 em São Gabriel e no dia 14 em Santa Maria. Nessas datas testemunhas de acusação serão ouvidas.

Conforme o Tribunal de Justiça, na Justiça Comum, a primeira audiência do caso está marcada para o dia 7 de dezembro, no Fórum de São Gabriel.

RELEMBRE O CASO
Em 12 de agosto, Gabriel Marques Cavalheiro, 18 anos, saiu da casa do tio no Bairro Independência e teria se perdido, tentando entrar na casa de uma vizinha, que acionou a Brigada Militar. Ele foi algemado e colocado na viatura da Brigada Militar, desaparecendo no começo da madrugada de 13 de agosto. O corpo dele foi encontrado uma semana depois, dentro de um açude na localidade do Lavapé, a dois quilômetros do local da abordagem.

O laudo de necropsia do IGP apontou que Gabriel morreu por hemorragia interna causada por uma agressão na coluna cervical. Ele também tinha um hematoma na cabeça. Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem, Gabriel teria sido agredido com um tapa, depois caiu e bateu com a cabeça num paralelepípedo. Na sequência, teria sido agredido com um cassetete e posto contra a vontade na viatura.

Os três policiais respondem por homicídio triplamente qualificado na Justiça Comum, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica na Justiça Militar. Desde então, os familiares aguardam o trâmite dos processos com aflição - em 12 de outubro, uma vigília foi feita por pais, familiares e amigos do jovem em frente à Igreja Matriz para pedir justiça e agilidade na punição aos responsáveis pela morte de Gabriel.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 27/10/2022 15h47
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