Rio Grande do Sul pode ser atingido por ciclone atípico e que pode ter ventos de até 120 km/h na costa leste do Estado (fotos divulgação/Metsul)

Com informações da MetSul Meteorologia

Uma notícia gera preocupação para os gaúchos nesta segunda-feira, 16 de maio. A MetSul Meteorologia informa que um ciclone que está em formação no oceano, pode atingir a costa sul do Rio Grande do Sul e Uruguai, entre esta terça (17) e quarta-feira (18), com rajadas de vento extremamente fortes e mesmo destrutivas que podem atingir força de furacão em alguns pontos com velocidade acima de 100 km/h em diversas localidades e superiores a 120 km/h em parte do Leste gaúcho.

Todos os dados de modelos meteorológicos, sem exceção, indicam um ciclone muito intenso e com valores de pressão extremamente baixos junto ao Leste do Rio Grande do Sul. A pressão no centro do ciclone pode cair a valores tão baixos quanto 980 hPa ou menos, equivalentes a de um furacão categoria 1 fosse um ciclone tropical no Atlântico Norte. 

O modelo norte-americano, em sua saída da madrugada desta segunda-feira, projetava 979 hPa no centro do ciclone junto à costa do Sul gaúcho na tarde da terça-feira, mas à medida que o sistema se desloca para Norte a pressão central tende a subir, embora siga excepcionalmente baixa. Desde o furacão Catarina, de março de 2004, não se observava os modelos indicarem pressão tão extraordinariamente baixa junto à costa do Rio Grande do Sul.

Epicentro do ciclone poderá ser da região Sul ao Litoral Norte, passando por Porto Alegre

O movimento do ciclone pode ter trajetória do Sul do Estado, entre Santa Vitória do Palmar e Pelotas, podendo chegar na Região Metropolitana e Litoral Norte gaúcho. O Sul e o Leste do Rio Grande do Sul serão as regiões mais castigadas com vento, em média, de 90 km/h a 110 km/h, mas rajadas em alguns pontos que podem atingir de 110 km/h a 130 km/h, em especial no Litoral Sul e na área da Lagoa dos Patos e seu entorno. Enfatizamos que existem dados de modelos projetando velocidades ainda maiores, da ordem de 130 km/h a 150 km/h e isoladamente superiores, sobre áreas do Litoral Sul e da Lagoa dos Patos. 

Em Porto Alegre, a estimativa da MetSul é de rajadas, em média, de 80 km/h a 100 km/h, mas, adverte-se, a topografia da cidade e a presença da lagoa ao Sul e do Guaíba a Oeste podem resultar em vento superior a 100 km/h com algumas projeções indicando vento extremo em pontos mais ao Sul da cidade e próximos da Lagoa dos Patos acima de 120 km/h. Cidades mais ao Sul da área metropolitana como Guaíba, Eldorado do Sul e Viamão podem ser igualmente duramente castigadas. O Vale do Sinos, pelo seu relevo, costuma ter vento menos intenso em ciclones, mas pode registrar rajadas muito fortes.

O Litoral Norte gaúcho também deve sofrer com vento forte a intenso com rajadas perto ou acima de 100 km/h e potencialmente mais intensas em praias e municípios mais ao Sul da região como Palmares, Quintão, Balneário Pinhal, Tramandaí, Cidreira, Imbé, Xangri-lá e Capão da Canoa. Mais ao Norte, embora se preveja vento muito forte a intenso em alguns momentos, as rajadas seriam menos violentas que em praias mais ao Sul da região.

Os municípios de maior risco no Rio Grande do Sul por vento muito intenso a extremo são Chuí, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Rio Grande, Capão do Leão, São José do Norte, Piratini, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Morro Redondo, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Camaquã, Mostardas, São José do Norte, Tapes, Camaquã, Sertão Santana, Cerro Grande do Sul, Sentinela do Sul, Mariana Pimentel, Guaíba, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Viamão, Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Glorinha, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Palmares do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Tramandaí, Xangri-lá, Imbé, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Maquiné, Terra de Areia, Três Cachoeiras, e Torres.

Há alta probabilidade de danos na passagem deste ciclone pelo Sul e o Leste do Rio Grande do Sul entre amanhã e a quarta-feira. Adverte-se para a possibilidade elevada de destelhamentos de residências e prédios, quedas de árvores, quedas de postes, colapso de estruturas como placas, etc. Prédios mais altos nas cidades de médio e grande porte por onde passará o ciclone devem ter vento mais intenso nos andares elevados que no nível térreo e há risco de quebras de vidros e quedas de estruturas.

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações da MetSul Meteorologia 
Data: 16/05/2022 14h34 
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