Assassino de Rodrigo Wilsen (foto), policial morto durante operação policial em 2017, foi condenado a 80 anos de prisão nesta madrugada em Gravataí (foto divulgação)

Encerrou na madrugada desta quinta-feira (19), no Fórum de Gravataí, o júri de Maicon de Mello Rosa, que assassinou o policial civil Rodrigo Wilsen da Silveira, além de mais três tentativas de homicídio. O réu foi condenado a 80 anos de prisão e com ele, mais quatro réus foram condenados por tráfico de drogas, Estatuto do Desarmamento, receptação e organização criminosa - crimes que Rosa também também respondia. O policial civil morto era esposo da policial gabrielense Raquel Biscaglia, que participava da operação em que ele perdeu a vida, em 2017.

Maicon Rosa foi condenado a 80 anos e 5 meses de reclusão. Os demais réus, Marcos Leandro Marques Fortunato e Guilherme Santos da Silva foram condenados a 19 anos e 9 meses de reclusão; Alecsandro da Silva Borges foi condenado a 19 anos e 7 meses de reclusão; e Cristiane da Silva Borges foi condenada a 21 anos e 9 meses de reclusão.

Ao longo das cerca de cerca de 24 horas horas de julgamento, iniciado na manhã de terça-feira (17), foram interrogados os cinco réus e ouvidas quatro testemunhas de acusação. A viúva de Rodrigo, Raquel, foi uma das testemunhas de acusação. No começo do julgamento, policiais civis fizeram manifestações pedindo Justiça para o colega morto em 2017 pelo ré condenado. 

As fases de debates, réplica e tréplica, pelas quais a acusação (Ministério Público) e as defesas dos acusados expuseram aos jurados suas teses, aconteceram hoje. Os Promotores de Justiça que atuaram no caso são Eugênio Paes Amorim e Aline Baldissera. A defesa de Maicon Rosa foi feita pela Advogada Emiliane Gauer. Os réus Guilherme da Silva e Marcos Fortunato foram defendidos pelos Defensores Públicos Carolina Zago Cervo e Gabriel Seifriz. Já o Advogado Cristiano Pires foi responsável pela defesa de Cristiane Borges e Alecsandro Borges.

ENTENDA O CASO
O crime ocorreu em 23 de junho de 2017, quando policiais civis realizavam uma operação para desarticular quadrilha especializada em tráfico de drogas. Em um determinado momento, já no interior do apartamento, o Escrivão e chefe da investigação da 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí, Rodrigo Wilsen da Silveira foi baleado na cabeça. Ele chegou a ser conduzido para o hospital de Gravataí, mas não resistiu aos ferimentos.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o réu Maicon de Mello Rosa foi quem atirou contra o policial. Ele foi acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e por três homicídios qualificados tentados contra outros policiais.

Além dele, os réus Marcos Leandro Marques Fortunato, Guilherme Santos da Silva, Alecsandro da Silva Borges e Cristiane da Silva Borges foram acusados pelos crimes de tráfico de drogas, Estatuto do Desarmamento, receptação e organização criminosa. A ré Dirce Terezinha da Silva Borges Dirce, mãe da ré Cristiane e avó de Alecsandro faleceu em setembro de 2019. Todos os réus já vinham segregados em presídios.

Silveira era casado com a policial gabrielense Raquel Biscaglia, que acompanhava o esposo na operação e viu ele ser morto, precisando ser amparada pelos colegas. Ela acabaria perdendo um bebê que estava esperando dele, devido ao trauma de perder o companheiro de vida e profissão. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações do TJRS 
Data: 19/05/2022 09h15
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