Queixas de assentados do Conquista do Caiboaté já vem desde protesto pelas estradas, realizado em agosto do ano passado (foto Marcelo Ribeiro/arquivo site C7)

Meses após pedirem ajuda para recuperação das estradas no assentamento Conquista do Caiboaté, situado na região sul de São Gabriel, assentados mais uma vez pedem socorro para que seus filhos possam ir à escola com transporte escolar. Três moradores da região procuraram a reportagem para relatar que alguns tem que se deslocar cerca de 7 quilômetros a pé até a RS-630 para poder tomar o transporte para chegar às escolas. 

Os moradores Vilmar de Oliveira Martins, Ana Paula Pereira e Elisandro de Freitas relataram a situação que os pequenos passam para poder estudar. "Estamos com um grande número de crianças estudando na cidade sem o transporte escolar, tendo que levantar por volta das 5h da manhã, para poder pegar o transporte na RS-630, por volta das 6h50, meus dois filhos por exemplo fazem essa rotina, mas é a mesma história que demais crianças estão passando, imagina ter que ir no calor e em seguida no frio", afirmou Elizandro, que frisa a preocupação com o calor extremo e futuramente, com o frio intenso.

"Nossas crianças estão andando vários quilômetros para ir estudar, que é um direito e elas deveriam ter também o direito de ter transporte", cobrou Ana Paula. Eles ainda afirmaram que procuraram a Secretaria de Educação e que segundo eles, nada pode ser feito, nem vereadores teriam conseguido. "Pedimos que o Poder Público time uma providência para sanar a situação, pois o deslocamento a pé por mais de 2 quilômetros de uma criança para acessar o transporte escolar é inconstitucional. Não adianta transferir a responsabilidade para outros órgãos institucionais como já é de costume, isto é uma questão de vontade política para com seus munícipes!", disse Vilmar. 

Não é a primeira vez que assentados pedem providências ao município e prometem se mobilizar se as providências não forem tomadas. A reportagem solicitou um contraponto à Secretaria de Educação em contato com João Pedro Lemos, assessor da pasta e ele informou que o diretor administrativo, professor Eduardo Pastorio, está verificando os locais do problema e deverá dar uma resposta nas próximas horas a respeito. Vamos ficar de olho!

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 17/02/2022 18h56
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