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28 novembro 2021

Opinião do leitor | Fernanda Pinto

(foto: Espelho de Bolsa/Javier Dornelles)

Ainda vivemos em um modelo de sociedade conservador, antiquado, machista e — por que não dizer? Também hipócrita. Todavia, nossas antecessoras abriram um espaço que não tínhamos. Entre os quais, o direito ao voto, a pílula anticoncepcional, o divórcio. Essas conquistas que mulheres incríveis fizeram, hoje nos pertencem. E agora compete a nós desconstruir valores insustentáveis, crenças limitantes e dogmas ultrapassados. Atitudes que serão de extrema importância para as futuras gerações. Apesar dos direitos até aqui conquistados, ainda há uma longa estrada a ser percorrida, até que alcancemos um mundo justo e igualitário. Aliás, ainda que seja um lugar comum, é preciso repetir: “a luta continua”. 

Recentemente, fiz um ensaio fotográfico sensual - Do Espelho de Bolsa @espelho.de.bolsa - com Javier Dornelles. @javierdornelles Sem dúvida, foi um divisor de águas na minha vida. Um grito de liberdade que me marcou, profundamente. Mas é de fundamental importância registrar um outro fator agregado ao ensaio fotográfico: o fato de eu ser uma mulher com deficiência. Em tese, pode parecer que a deficiência nos retira a feminilidade e a sensualidade, o que não é - e jamais poderia ser - verdade.  Essas ideias enraizadas são os rótulos, os conceitos e pré-conceitos que precisamos enfrentar com determinação e coragem. A não aceitação desses estigmas vai acelerar um novo olhar do novo homem. Cada vez mais homens , assim como o Javier e Marcelão fazem de seus trabalhos, um lugar onde a mulher tem espaço, representatividade voz e ação nos preceitos e práticas, nos julgamentos e empatias sociais. 

Fazer esse ensaio foi extremamente gratificante e libertador: a liberdade de escolha! Eu escolhi, sim, ser feliz. Portanto, eu me permito lhes dizer: busquem a sua própria essência que o amor então florescerá. E quando as críticas chegarem, não deem importância, pois “quando entendemos que toda a opinião está carregada de uma história pessoal, compreendemos que todo julgamento é uma confissão”. Assim como quando julgamos é expressão do nosso eu, quanto mais julgamos mais nos sentimos dependente da opinião alheia. O segredo que muda tudo é exatamente este. Quanto menos eu me comparo e julgo qualquer outra pessoa, muito mais segura eu me sinto frente a opinião de qualquer outra pessoa que seja sendo eu mesma.

Então, sigam em frente! Desafiem-se! Libertem-se! 

Eu fiquei muito feliz com a repercussão positiva do meu ensaio. Mas afirmo que a felicidade maior está na inspiração e incentivo que representei para outras mulheres se redescobrirem, não terem vergonha dos seus desejos e serem, enfim, protagonistas de suas histórias.

Quando finalizei esse trabalho pensei que receberia críticas pesadas (algumas evidentes, outras disfarçadas).

Mesmo assim, e apesar do medo inegável, eu sabia que era chegada a hora de postar as fotografias no Instagram. Era chegada a hora de vencer as minhas sombras. 

E foi o que fiz e foi o melhor que poderia ter feito. 

Não somente me livrei das minhas amarras, mas igualmente fui a estrela guia, guiando outras mulheres. 

Senti, realmente, que muitas mudanças estavam acontecendo. E aconteciam a partir de mim.

Não importam as dificuldades no meio do caminho. E não importam porque eu tenho a certeza de que sempre encontrarei mãos estendidas, prontas para me sustentar, prontas para me devolver a coragem e a fé (se a coragem e a fé me faltassem).

E você?
O que você fez por você, hoje?
Você sabe o que te preenche? O que te faz feliz? 
Afinal, o que te impede de voar?
Se existe a dúvida, consulte o teu coração. Ele sempre terá a resposta.

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