07 setembro 2020

Dia de saudade: em 7 de setembro de 2004, Eglon Meyer Corrêa nos deixava

Eglon Meyer Corrêa falecia na madrugada de 7 de setembro de 2004, após agravamento de problemas cardíacos, em Pelotas; médico e líder político ainda vive no coração dos gabrielenses (foto divulgação)

Nesta segunda-feira (7), completamos dezesseis anos sem um líder carismático e médico humanitário. No transcurso do mandato como vice-prefeito, o médico e líder político Eglon Meyer Corrêa morreu no Dia da Independência do Brasil, durante sua recuperação em Pelotas. A notícia pegou a comunidade de surpresa, que se preparava para o desfile da Pátria naquele dia.

Eglon enfrentava um tratamento para complicações cardíacas e faleceu após cirurgia para a troca da válvula mitral do coração. A notícia de sua morte, ocorrida pelas 5 horas da manhã de 7 de setembro de 2004, foi dada pelo radialista José Boaventura Félix, em seu programa "Alvorada Pampeana" na Rádio Batovi, e a comunidade começava a externar a dor pela passagem do médico.

O corpo do médico, que foi prefeito entre 1988 e 1992, chegou à São Gabriel na tarde daquele dia. O dia 7 de setembro a partir de então, nunca mais foi o mesmo. Mesmo com a homenagem ao médico e colega Miguel Vinhas Varella em andamento, que era o homenageado da Semana da Pátria daquele ano, lembranças a Eglon foram constantes no desfile. A despedida aconteceu às 20 horas, em um cortejo que percorreu da Prefeitura até a Rua Tristão Pinto, em um silêncio impressionante que só tinha sido visto semelhante na caminhada em homenagem às vítimas da Kiss, em janeiro de 2013. A campanha política teve uma pausa por três dias, dado o luto por Eglon Corrêa. Ele foi homenageado na Semana da Pátria de 2009. 

Como político, Eglon teve dois mandatos de vice-prefeito, de 1982 a 1987, na primeira gestão de Balbo Teixeira; e de 2000 até a sua morte em 2004, como vice da segunda gestão de Rossano Gonçalves (PDT) e a gestão de Prefeito, de 1988 a 1992, quando foi eleito pelo PDS (hoje Progressistas). Segundo pesquisas do professor Beraldo Figueiredo, Eglon trouxe para a cidade o Museu Gaúcho da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que guarda um importante acervo histórico a respeito do segundo conflito mundial, que foi doado pela Associação dos Veteranos da FEB ao povo de São Gabriel.

Em 27 de março de 1991, Eglon sancionou o Projeto de Lei de autoria do então vereador Caio Rocha, tornando a Sanga da Bica patrimônio Ecológico do Município. Aumentou a eletrificação Rural do homem do campo, realizou uma obra de anos de reivindicação que foi a Ponte da Divisa, entrega do núcleo de casas populares Willians Cesar Machado, entrega da VAC 4 obra do governo Estadual Pedro Simon, estruturação e reforma da Praça Camilo Mércio, ampla reforma na escola João Goulart, reforma da escola Carolina Berny, criou a usina do lixo, calçamento de várias ruas, esgotos fluviais do Bairro Vargas. 

Está eternizado no nome do parque que fica entre os bairros Camita e Jardim Europa, denominado em 2004. Um líder que faz falta nos tempos sombrios e de descrédito que a política vive. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 07/09/2020 15h38
Contato da Redação: (55) 996045197 / 991914564 
E-mail: blogcadernosete@gmail.com 
jornalismo@caderno7.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Com jeito, tudo pode ser dito das mais variadas formas. Solicitamos: leia a matéria antes de comentar. Colabore conosco para a difusão de ideias e pontos de vista em nível civilizado.