Parque Assis Brasil, em Esteio, comemora 50 anos neste sábado, 29 de agosto (foto arquivo C7)

Neste sábado, 29 de agosto, se não fosse a pandemia de covid-19, certamente seria dia de festa no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Seria a abertura da Expointer 2020, que seria especial pela celebração dos 50 anos do Parque, que anualmente recebe milhares de visitantes e expositores. O espaço foi inaugurado oficialmente em 29 de agosto de 1970, recebendo a 33ª Exposição de Animais (que até então, ocorria no Bairro Menino Deus, na Capital, onde hoje é a sede da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O parque é o símbolo do Rio Grande do Sul, principalmente pelos seus globos nas cores da bandeira gaúcha e que foram trazidos da Alemanha. O evento foi o embrião da Expointer, surgida em 1972 como Exposição Internacional de Animais. O Parque de Exposições Assis Brasil, que já foi chamado de Parque de Exposições de Esteio, está localizado na antiga Fazenda Kroeff. 

A migração da feira começou a ser cogitada por um grupo de criadores gaúchos em 1967, após participarem de uma exposição na Inglaterra e verem a necessidade de o evento na Capital se modernizar. A ideia foi abraçada pelo secretário estadual da Agricultura na época, Luciano Machado, que nomeou uma comissão em busca do local ideal para receber a estrutura. Os requisitos eram que o ponto tivesse pelo menos 50 hectares e fosse na Região Metropolitana. Desta maneira, chegou-se à área em Esteio, uma fazenda pertencente à família Kroeff, que era de Fernando Kroeff, patrono do Grêmio.  

Ao longo dos anos, o local foi ampliado e melhorado. A denominação atual foi dada em 1977, quando o Estado resolveu homenagear o político gabrielense, dirigente da Farsul e produtor gaúcho responsável por trazer as raças de gado jersey e devon ao Brasil. A Expointer era realizada a cada dois anos, intercalada com a exposição estadual, quando a partir de 1984, incorporou todos os eventos e passou a ser anual, entre o final de agosto e o começo de setembro. 

Em 1998, o governo do Estado ampliou o tamanho do parque, com a aquisição de outras terras vinculadas à família Kroeff. Hoje, a estrutura conta com 141 hectares, incluindo 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos e 70 mil metros quadrados de área de exposição. A manutenção anual custa cerca de R$ 8 milhões, valor arrecadado basicamente com os ingressos vendidos na Expointer e o aluguel para eventos. Ainda se pensa em realizar um plano de parceria público-privada para a construção de um hotel e Centro de Eventos. 

Da estrutura da Fazenda, ficou a chamada "Casa Branca" que se torna a residência do Governo do Estado durante o evento. Outra atração que é o símbolo do evento, são as três grandes esferas de fibra de vidro com as cores do RS. Elas foram trazidas da Alemanha Oriental que participou do evento em 1974 e que eram nas cores do país - vermelho, amarelo e europeu - e que foram dadas como presente ao Estado pelos 150 anos da Imigração Alemã no Estado. Foi somente trocada uma das cores (o preto pelo verde), ficando assim. 

O espaço é usado para vários eventos, mas o Governo do Estado quer ampliar seu uso. Mesmo com a pandemia, celebramos o fato de termos um local grandioso e que faz parte da história do agronegócio gaúcho.

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações de GaúchaZH e Jornal NH 
Data: 29/08/2020 12h34
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