27 maio 2020

Operação Camilo também tem buscas em São Gabriel


Com informações do Ministério Público do RS

Uma operação do Ministério Público e Polícia Federal para investigar irregularidades em verbas da saúde também teve operações em São Gabriel na manhã desta quarta-feira (27). Batizada de Operação Camilo, a ação, que teve as prisões do Prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros e de um mandado contra o vereador de Porto Alegre, Cláudio Janta. A operação também tem ações previstas em São Gabriel e Cacequi, na região. Policiais buscam um suspeito que não estaria ligado à política.


Em São Gabriel, até o momento, não foi informado o que a força-tarefa busca aqui, por conta de sigilo. Informações preliminares de fontes dão conta de que empresários seriam o alvo da operação, que não miraria agentes políticos no município. Como houve questionamentos se agentes políticos poderiam ser alvo da operação por conta das operações em Rio Pardo e Porto Alegre, a Comunicação Social da Prefeitura informou que não houve movimentações na Secretaria da Saúde.

A Força-Tarefa formada pela Polícia Federal, Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Saúde e Promotoria de Justiça de Rio Pardo, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul e Ministério Público Federal cumpre, na manhã de hoje, 27 de maio, 129 medidas judiciais em investigação que apura crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência.

A deflagração da Operação Camilo ocorre nos municípios gaúchos de Porto Alegre, Rio Pardo, Butiá, Canoas, Capela de Santana, Gravataí, Cachoeirinha, São Leopoldo, Guaíba, Portão, Cacequi e São Gabriel, nas cidades paulistas de São Paulo e São Bernardo do Campo, na cidade do Rio de Janeiro, e em Florianópolis e São José, no estado de Santa Catarina.

São cumpridos pela Força-Tarefa, 61 mandados de busca e apreensão, 15 de prisão temporária, além de medidas judiciais de arresto/sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de valores depositados em contas dos investigados e de empresas e afastamento cautelar de funções exercidas por cinco servidores públicos municipais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pela Justiça Estadual de Rio Pardo.

Os desvios investigados até o momento podem ter chegado a 15 milhões de reais, mas podem superar os 30 milhões. O trabalho é conjunto, envolvendo, além da PF, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual e investiga contratações na área da saúde. São 129 medidas judiciais na investigação - entre prisões e ordens de busca e apreensão - que apura  crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência.

A operação leva o nome de Camilo por conta de São Camilo de Lélis, padroeiro dos enfermos e dos hospitais, assim como dos profissionais de saúde.

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações do Ministério Público do RS 
Data: 27/05/2020 11h54
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