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05 fevereiro 2020

Motoristas e Prefeitura em impasse na lei de regulamentação de aplicativos de transporte

Motoristas de aplicativo pressionam Prefeitura para mudança no projeto de lei que regulamenta os aplicativos em São Gabriel. Eles alegam que pontos da lei "podem gerar desemprego" na categoria; Prefeitura alega que eles foram ouvidos em todas as reivindicações que foram atendidas
Os motoristas de aplicativos partiram para a pressão em cima da Prefeitura de São Gabriel. Alegando que as reivindicações não foram atendidas, motoristas dos três aplicativos que operam legalmente na cidade - Garupa, Uber e Colabora Mobi - querem uma audiência com o Prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, para que "sejam ouvidos" sobre o projeto de lei que regulamenta o setor e deverá ir à votação na próxima segunda-feira, 10 de fevereiro, na Câmara de Vereadores. O Secretário de Administração, Valdemir Jobim (Tita) rebate afirmando que todas as reivindicações da categoria foram atendidas.



Os motoristas fizeram uma carreata com cerca de dez carros até a Prefeitura e insistiram firmemente para falar com o Prefeito, que cumpria agenda externa. O líder do movimento, Miro Alves, que representa a empresa Garupa, alega que os motoristas querem a retirada da taxa de fiscalização, mudança no tempo de frota exigido para operar em São Gabriel e a uniformização dos veículos. "Isto são custos que certamente vão gerar desemprego e os custos vão acabar sendo repassados aos clientes, queremos ser ouvidos apenas cinco minutos pelo Prefeito", lamentou. O grupo não tinha agenda prévia marcada.

Motoristas fizeram carreata e buzinaço para pressionar Poder Executivo
O Chefe de Gabinete, Rafael Gonçalves, conversou via telefone com o movimento mas não se chegou a um acordo. Inclusive o mesmo ligou para a reportagem do site, falando que quem teria que responder sobre isso era o Secretário Tita, onde os motoristas de aplicativos "não queriam conversa".

O que diz a Prefeitura?
Pela Prefeitura, o Secretário Tita Jobim conversou com a reportagem via Whatsapp, logo após a reunião. O Secretário deixa claro que a categoria foi ouvida - cuja reunião foi acompanhada pelo site na semana anterior - e todos os pontos pedidos foram atendidos e revisados, assim como está sendo aplicado para os táxis. "Todas as reivindicações foram atendidas, os recebemos aqui e nos surpeende esta atitude deles, de tentar pressionar e impor mudanças. Os pedidos foram acolhidos e atendidos, com diálogo", salientando que os motoristas de apps terão transição de dois anos para ter veículos com até sete anos de uso e que tal regra foi também concedida aos táxis.


Tita afirma que todas as sugestões foram aceitas e que tudo foi debatido entre a categoria, vereadores e o Executivo. "Não há inconstitucionalidade alguma e nem ilegalidade no projeto, foi tudo discutido e esclarecido com os motoristas. Assim que a lei for aprovada e sancionada, eles terão uma transição de dois anos para se adequarem, agora desta forma não funcionará. A nossa parte foi feita, agora cabe ao Legislativo fazer a parte que lhe compete, que é aprovar ou rejeitar, apenas isso, a lei é para todos", finalizou.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 05/02/2020 18h07 
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