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Um ano de saudade de Dagoberto Focaccia

Há um ano, São Gabriel perdia Dagoberto Focaccia, o ícone do rádio gabrielense e gaúcho (foto arquivo C7)
Nesta quarta-feira, 17 de julho, completou-se um ano de saudades do "maioral do rádio". Há um ano, em 17 de julho de 2018, morria Dagoberto Frederico Russomano Focaccia, após agravamento de problemas de saúde que vinham desde o início daquele ano. Dagô ou Dago-Dago, como era conhecido, é insubstituível no rádio gabrielense, gaúcho e brasileiro, pois por onde passou, imprimiu seu estilo no microfone, seja no Show da Noite ou no Chasque da Amizade, que apresentou até quando a saúde permitiu.



Dagoberto, nascido em Pelotas em 7 de maio de 1937, filho de Matheus e Rosinha Focaccia, se mudou para São Gabriel com os pais mais tarde, onde estabeleceu morada e vida profissional. Mesmo se formando em Direito, foi no rádio que se realizou. Começou a carreira de locutor em 1948, na antiga Agência Gaúcha de Publicidade (AGP), que funcionava na Praça Dr. Fernando Abbott. De lá, ele começou a trajetória no rádio com a Rádio São Gabriel, de onde só saiu para cursar Direito na Universidade Federal de Pelotas.

E mesmo assim, ele não deixou os microfones. Ele integrou o quadro de locutores esportivos da Rádio Cultura e após se formar em 1960, retornou para São Gabriel e para a Rádio São Gabriel, onde além das transmissões esportivas, foi consagrado com os programas "Vesperal da Alegria" e "Show da Noite", mais programas esportivos e carnavalescos. Criou bordões consagrados como "no ping do pong, no pong do ping, eu quero te fazer feliz", assim como quando informava a previsão do tempo, falava dos "memês" de chuva (milímetros), entre outros.

Em 1982, deu um passo importante ao fundar a Rádio Batovi, onde também era locutor e apresentava o tradicional "Chasque da Amizade", programa de avisos veiculado entre meio-dia e 13h. Também assinava a coluna "As 10 Mais", que era veiculada em jornais da cidade e ele fazia o comentário dos fatos da cidade com seu toque pessoal e por vezes informal.

Tinha intensa participação na sociedade local, onde foi ligado à várias entidades sociais, como o Lions Clube São Gabriel, Clube Comercial, entre outras entidades sociais, assim como no esporte, como o Gráfico F.C., da Associação São Gabriel de Futebol e dos Conselhos Deliberativos da S.E.R. São Gabriel e G.E. Gabrielense, além do Esporte Clube São Gabriel. Em 1975 concorreu a presidência da Federação Gaúcha de Futebol, enfrentando nada mais, nada menos do que o poderoso Rubens Freire Hoffmeister.

Foi homenageado várias vezes em vida de várias formas. Em duas ocasiões, ele foi homenageado no Carnaval pela Escola de Samba Império da Zona Norte e pelo Bloco da Geni, onde a primeira foi campeã nas escolas com o enredo "A era das comunicações. De lá pra cá tudo mudou, daqui pra lá, como será que vai ficar?", de Jukinha do Império e Marcel da Cohab, que também compôs o samba do Bloco da Geni.

Por duas vezes, ele teve problemas de saúde graves, mas conseguindo se recuperar. Dagô era atuante também no agronegócio e na advocacia, fazendo parte de várias diretorias das classes. Era devoto da santa popular dos gabrielenses, Maria Isabel Hornos, Guapa, sendo seu fervoroso propagador e defensor. E falando em homenagem, ele também realizava a tradicional festa das "Dez Mais" ou "Mais-Mais", no começo do inverno, onde premiava os destaques em vários segmentos da comunidade gabrielense, com muita alegria, festa e boas risadas.


Deixou a esposa Anna Maria, os filhos André, Anna Marta e Ana Rita e os netos Theodoro, Tomás e Benício, além de uma legião de fãs, amigos e admiradores, além dos "amores do rádio" como ele dizia. E que ainda deixa saudades na nossa comunidade e que relembramos sempre com carinho.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 17/07/2019 21h36
Contato da Redação: (55) 996045197 / 991914564 
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