04 maio 2019

Evaristo de Oliveira pede licença para tratar problemas de saúde

Evaristo de Oliveira pediu licença de comissões para tratar problemas de saúde. Parlamentar estaria com depressão (foto arquivo C7)
O vereador Evaristo de Oliveira (PPS) pediu licenciamento da Comissão de Constituição e Justiça do Poder Legislativo por 30 dias, para tratar problemas de saúde. Evaristo precisaria se desligar por conta de estar passando, segundo ele, por depressão. Ele deverá também passar por um tratamento pelo mesmo período, mas continuará participando das sessões legislativas.



O parlamentar relatou que isso também vem em decorrência dos problemas passados na juventude. Mesmo sendo um problema de saúde, houveram "pessoas" na comunidade que criticaram o vereador, o que é absurdo. A depressão é um dos principais problemas de saúde que vem crescendo e gerando preocupação, principalmente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Não é por ser político que o parlamentar também não tenha o direito de ter sua vida pessoal e problemas pessoais a resolver.

Este mal é caracterizado pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Michael Phelps, por exemplo, revelou sofrer demais com o problema após as Olimpíadas de 2012, quando ganhou seis de suas 28 medalhas olímpicas. Hoje, a depressão é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.


Hoje se sabe que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios. Por essas e outras, já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares. Ela não escolhe idade nem classe social e atinge atualmente 350 milhões de pessoas no mundo. Sejamos mais empáticos e evitemos comentários desnecessários!

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 04/05/2019 12h43
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