07 novembro 2018

Militar pedritense pode ser o novo comandante do Exército

General Edson Leal Pujol, que é natural de Dom Pedrito, poderá ser o novo comandante do Exército (foto Mateus Picinini/Prefeitura de Porto Alegre)
Um militar nascido em Dom Pedrito e que mantém boas relações com o novo Presidente da República poderá ser o novo comandante do Exército no Governo de Jair Bolsonaro. O General Edson Leal Pujol, 63 anos, que já foi Comandante Militar do Sul e atualmente está no Departamento de Ciência e Tecnologia da força militar, poderá assumir o comando, substituindo o seu antecessor, General Eduardo Villas Bôas, 66 anos, que está no final da carreira.



A substituição ganha força nos bastidores. Pujol, que está há 12 anos como General, foi colega de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e dois fatores contribuem para que ele seja escolhido. O primeiro, já mencionado, é a antiguidade na carreira. O outro é que, caso o general Villas Bôas tenha de deixar o cargo por motivo de doença, Pujol é seu substituto-natural — e isso independe da vontade presidencial. Villas Bôas está doente, com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

O general Pujol tem uma estreita e longa relação com o Rio Grande do Sul. Ele já comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Santiago e chefiou o Comando Militar do Sul de 2016 a 2018. É filho do coronel da BM Péricles Pujol.

O general estudou no Colégio Militar de Porto Alegre de 1967 a 1970. Começou carreira militar como aspirante a oficial, e cursou a Academia Militar de Agulhas Negras. É da Cavalaria, arma pela qual tirou primeiro lugar na turma da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

Em 2011, no primeiro governo Dilma, Pujol foi chefe do CIE (Centro de Inteligência do Exército), em Brasília, órgão que produz informações confidenciais sobre a situação do país. Entre março de 2013 e março de 2014, Pujol comandou a Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Ele também foi ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI, responsável pela Agência Brasileira de Inteligência — Abin), entre abril de 2014 e abril de 2015.

Pujol é considerado "liberal" para os padrões das Forças Armadas. Defende a legalidade e sempre negou alinhamento com qualquer tendência de "intervenção militar" fora do papel constitucional. Assim como os demais generais cotados para o comando, é crítico ao comunismo. É cristão devoto, conciliador e discreto nos modos.

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações do site Defesanet
Data: XX/XX/2018 XXhXX 
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