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Em encontro com a ADJORI-RS, Sartori defende que ano eleitoral não pode "parar o Estado"

Reunião entre Governador Sartori e Adjori-RS aconteceu na noite de terça, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini (foto Luiz Chaves/Palácio Piratini)
Integrantes da Associação de Jornais do Interior do Rio Grande do Sul (Adjori RS) reuniram-se com o governador José Ivo Sartori nesta terça-feira (27), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. O tema do encontro não poderia ser outro: questões relativas à situação atual do Estado e as medidas adotadas para minimizar as dificuldades e promover o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. E, antes mesmo de começar a responder as perguntas, o chefe do Executivo gaúcho saudou os participantes, afirmando que 2018 será um ano de muitos desafios. “A sociedade exige ações, quer respostas. Então, este, mais do que nunca, será um ano de mudanças e transformações para os municípios, o Estado e o país”, declarou.



Foram muitas as perguntas dirigidas ao governador com relação às dificuldades enfrentadas pelo Estado. Nenhuma ficou sem resposta. Depois de ser saudado pelo presidente da Adjori RS, Renato César de Carvalho, proprietário do jornal O Semanário, de Tupanciretã, Sartori falou sobre as mudanças estruturais executadas desde o início do governo. “Quando assumi, cumpri o que prometi: total transparência com a população. Percorremos o Estado, revelando a situação econômica e esclarecendo o que poderia ser feito. E, com muito trabalho, mesmo quase sem nenhum recurso, fizemos o que precisava ser feito”. E acrescentou: “Enfrentamos a crise e, com muita coragem, mesmo adotando medidas impopulares, realizamos muitos projetos que fazem a diferença hoje e farão ainda mais no futuro”.

O governador falou sobre as principais ações do governo no período de 2015 a 2017. Lembrou que foram mais de 150 projetos e programas implantados, citando desde o Orçamento Realista, em que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) manteve as despesas de custeio e os investimentos nos mesmos patamares, ou seja, executando obras sem contar com receitas que não existem, buscando, assim, o equilíbrio fiscal.

Para Sartori, foi de extrema relevância para o Estado a aprovação da Lei de Previdência Complementar, que, “se aprovada antes de 2017, teria nos poupado um déficit de R$ 9 milhões”. Assim como, segundo ele, a renegociação da dívida com a União e a redução dos juros de 6% para 4%, além da mudança da planta do ICMS, que foi de 17% para 18%.

Para o chefe do Executivo, a reforma estrutural, tendo como meta um Estado mais moderno e com uma máquina pública mais restrita, foi fundamental não somente para a atualidade, mas para o futuro da população. “Reduzi o número de secretarias de 27 para 17, cortei 35% dos cargos em comissão (CCs), cortei diárias e viagens, além de combater a sonegação, só para citar algumas das medidas adotadas logo que assumimos o governo”, explicou.

O governador também falou sobre investimentos e parcerias que, além de gerar empregos, resultam em melhorias em várias áreas. Entre elas, destacou o investimento da General Motors, no valor de R$ 1,5 bilhão; da Sthil, de R$ 300 milhões; e da Fraport que, a partir deste ano, começa a investir no Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A energia eólica foi outro ponto ressaltado pelo governador. “Hoje, somos o segundo estado a contar com complexos eólicos, o que representa não somente geração de emprego e renda, como distribuição de energia limpa”, enfatizou. A recuperação de financiamentos que estavam perdidos, a restauração e a construção de novas estradas, assim como a implantação de voos para vários municípios também foram citados por Sartori.

Recuperação Fiscal
Indagado sobre a importância do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o governador respondeu que essa não é a única alternativa, “mas, no momento, é a mais viável , pois não podemos fazer um empréstimo sequer. O Estado deve mais do que duas vezes a Receita Corrente Líquida. Se ficarmos sem pagar a parcela mensal da dívida, serão mais de R$ 11,3 bilhões que vão ficar aqui no RS pelos próximos três anos, prorrogáveis por mais três. Portanto, a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal é o que temos no momento para alcançar o equilíbrio das contas, para colocar os salários em dia e para prosseguir com os investimentos nas áreas essenciais, como Educação, Segurança e Saúde”.

Sobre o Banrisul, o governador afirmou que, além de não comercializar as ações do banco com valor abaixo do mercado, não pretende sob nenhuma hipótese vender o controle do banco, “conforme andaram anunciando”, observou.

Entre alguns dos aspectos salientados, Sartori chamou a atenção para todas as medidas tomadas na área de Segurança, desde a realização de concursos, a nomeação de aprovados em concursos anteriores, entrega de viaturas, promoção dos policiais, além de outras medidas em andamento.

Políticas sociais
O governador ainda realçou a prioridade para a área social e citou como exemplos o Programa de Oportunidades e Direitos (POD), a campanha Escolha o Destino - que possibilita o repasse de parte do imposto de renda devido de pessoas físicas e jurídicas para ações sociais -, a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipaves), além de parcerias privadas. “Há poucos dias, assinamos uma parceria com o Ciee para aumentar o número de vagas do POD Socioeducativo de 180 para 1,1 mil, com a finalidade de promover a qualificação profissional e inserir os jovens egressos da Fase no mercado de trabalho. Essa parceria é realizada também nos municípios”, complementou.

O governador encerrou o encontro afirmando que a hora é de enfrentar os problemas com coragem, transparência e responsabilidade. “É o que costumo dizer: sempre em frente, se não der, enfrente”, afirmou.

Reportagem: Assessoria Comunicação Governo do Estado
Data: 28/02/2018 10h12
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