| Rossano falou com os moradores da Santa Clara e explicou sobre os motivos das mudanças no transporte coletivo, mesmo sob protestos |
Prefeito Rossano falou aos moradores os motivos de mudanças nas concessões do transporte coletivo. Assunto foi pauta na Câmara de Vereadores
O processo de seleção para novas empresas do transporte coletivo de São Gabriel já começa a ter suas primeiras reações. Uma manifestação de moradores da Santa Clara chegou até o Palácio Plácido de Castro na manhã desta segunda-feira (7) e movimentou o Centro. Os moradores pediam a permanência da empresa Expresso Batovi na concessão que atende o Bairro e arredores, em virtude da contratação de novas empresas por 180 dias para o transporte coletivo urbano e rural, inclusive na linha atendida pela atual concessionária. Os moradores foram recebidos pelo Prefeito, que tentou explicar os motivos das medidas, mesmo sob protestos.
| Manifestação parou trânsito por alguns instantes na Duque de Caxias |
“Não posso, como gestor público, me omitir, diante do risco de amanhã ou depois acontecer um acidente grave com um ônibus que apresente problemas de freio ou outra falha técnica. É minha responsabilidade, como prefeito municipal, buscar a melhoria do transporte público para os que mais precisam”, ressaltou. Mesmo com as explicações, os protestos seguiram até a Câmara de Vereadores, onde foram recebidos pelo presidente Claudiomiro Borges (PR).
| Manifestantes foram até a Câmara também pedir apoio de vereadores |
| Eles não aceitam a possibilidade de empresa deixar serviço por força do decreto executivo |
O vereador Márllon Maciel (PP) demonstrou preocupação com o futuro dos funcionários das empresas de ônibus que atualmente prestam o serviço. Segundo estimativa do vereador, estão em jogo mais de 100 empregos e, por consequência, o futuro de dezenas de famílias que sobrevivem direta ou indiretamente das empresas de transporte coletivo.
“De alguma maneira é preciso que fique assegurado que a empresa que assumir o serviço, em caso de não serem as mesmas, permaneça com os trabalhadores”, cobrou Márllon. Ele ressaltou ainda que “não se pode melhorar por um lado e criar um caos pelo outro”. Esta contratação já gera polêmica assim como ocorreu durante a questão da concessão dos serviços de saneamento no município e possivelmente, dará muito o que falar ainda.
Entenda as mudanças
No último dia 29 de julho, foi publicado o Edital de Chamamento Público n.º 006/2017, convidando todas as empresas interessadas na prestação de serviço público de Transporte Coletivo Urbano e Rural, por um período de 180 dias.
O prazo de inscrição das empresas vai até dia 9 de agosto, e a análise dos envelopes com a documentação será feita pela Comissão de Licitação no dia 10 de agosto, e o julgamento será baseado no cumprimento das exigências e no menor preço de tarifa. Além de apresentar os documentos que comprovam regularidade jurídica, fiscal e trabalhista, as empresas devem apresentar atestado de capacidade técnica.
Para o transporte coletivo urbano, é exigido que todos os ônibus venham equipados com ar condicionado, três portas, 34 lugares e poltronas estofadas, além de frota mínima de doze ônibus, sendo oito com idade máxima de um ano e os demais com até 5 anos de fabricação.
Para o transporte coletivo rural, é exigido ônibus de 42 lugares, com poltronas estofadas e encosto alto, modelo semi-rodoviário, para as linhas Formosa, Ponte do Areal, Rincão do Claro, Faxinal, Pavão, Cerro do Ouro, Arvoredo, Pau Fincado, Palma 1 e Palma 2.
Reportagem: Marcelo Ribeiro
Data: 07/08/2017 19h26
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