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03 julho 2013

Opinião do leitor: Manifestações, fatos e lendas

Tarso Francisco Pires Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel
Vice Presidente da Farsul

Gente da minha geração costuma gostar de filmes de faroeste. Há um filme do diretor John Ford, que no Brasil é chamado de “O Homem que Matou o Facínora”, e que merece ser visto por quem analisa os tempos em que vivemos. O filme começa com um jornalista ouvindo um senador, que está prestes a se tornar presidente da República, contando a verdade sobre o fato que havia projetado sua carreira política: quando jovem, teria enfrentado um pistoleiro que aterrorizava a cidade, e conseguiu o derrotar com um tiro certeiro. Mas a verdade é que ele não havia matado ninguém, e que o tiro foi dado por um pistoleiro profissional (interpretado por John Wayne) protegido pela escuridão da noite. Por ser um político honesto (é uma obra de ficção), não queria chegar à presidência através de uma reputação de herói construída em torno de uma mentira. É neste momento que o jornalista rasga as anotações da verdadeira história, para espanto do senador. Ao saber que a história destruiria a possibilidade daquele bom homem chegar à presidência, explicou seu gesto com uma frase que se tornou célebre: “Aqui é o Oeste, senhor. Quando a lenda é melhor do que o fato, publica-se a lenda”.


O que era para ser apenas o bom enredo de um filme se tornou uma espécie de escola do pensamento de muitos jornais e TVs Brasil afora, especialmente agora, na cobertura dos protestos que varrem o país. A “lenda” mais influente é de que se trata de um movimento autônomo, instantâneo, que brotou diretamente da indignação das massas. Essa mesma historinha se ouviu no ano passado sobre as manifestações do Egito. Talvez porque repetir esta “lenda” seja mais simpático que admitir que, sim, no Egito quem começou os protestos foi a Irmandade Muçulmana, partido político radical que acabou assumindo o poder, e que no Brasil, as marchas começaram sob inspiração do Movimento Passe Livre e do “Juntos”, ONG de uma conhecida ex-deputada filha de um conhecido governador, além de uma penca de “movimentos” subsidiados com dinheiro público, e alguns funcionários da Casa Civil da Presidência. Mas o que ficou foi a “lenda” dos protestos “pacíficos”. Sim, quase todos terminaram em pancadaria, mas isso é um detalhe quando se quer fazer poesia ao invés de noticiar.

Felizmente, o povo brasileiro é mais sábio do que os que pretendem falar em nome dele. A intenção, desde o começo, era protestar apenas contra o transporte público, um tema de abrangência municipal, para botar um pouco de pressão em cima dos prefeitos e aliviar a “barra” política do Planalto. Mas o povo resolveu aderir com suas próprias bandeiras: combate à corrupção, freio na gastança da Copa do Mundo, prisão para os réus do Mensalão... e foi aí que alguns “vanguardistas” começaram a achar que o assunto perdeu a graça, e passaram a falar mal das “bandeiras conservadoras e moralistas”.

O povo que está nas ruas quer decência na política, não aceita arruaças, invasões de terra pelo MST ou por grupamentos indígenas, falta de moralidade no Congresso. Este é um fato presente. Como virá a ser contado no futuro, depende do triunfo dos fatos ou da lenda.

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