Marcel da COHAB
Colunista do blog
Ao fim da primeira noite de desfiles dos blocos de São Gabriel, o presidente da Jupob, Rogério Melo pergunta se eu tinha visto as coirmãs. Diante de minha negativa ele me repassa que o Bloco Kizueira tinha sido o nome da noite. A entidade que desfila pela segunda vez, foi uma justa campeã. Mesmo que eu não tenha visto seu desfile. O carnaval não começa no desfile, ele termina ali.
Ano passado, estive visitando o Bloco Kizueira numa festa com samba ao vivo organizado por eles na sede da ACASBM. Fui á convite do Edi. Aliás, começa pela escolha do nome do Edi o título do Kizueira. Mas voltando a festa, lá cheguei e vi muita organização. Fui recebido pelo presidente André e sua direção, pelo Edi, Aroldo e todo o pessoal que já conhecia de outros carnavais. Inclusive fizeram uma referência a minha presença durante os discursos de praxe. Vi mais que o Bloco, vi famílias, vi uma família.
Tão logo o samba de 2012 ficou pronto, o Edi mandou-me para que eu o conhecesse e ficamos uma tarde de sábado falando sobre o enredo. No mesmo instante publiquei em meu orkut e facebook sobre a qualidade da letra e a cadência que fora gravada o samba.
Assim, nem precisei ver o desfile. O que o Kizueira fez na avenida, é reflexo do que vem fazendo fora dela, reflexo de suas escolhas. Não tem segredo para vencer carnaval, o que se tem é receita. E eles acertaram a mão.
Diante disso, parabenizo à todos do Bloco, em especial meus amigos Edi, Amaral, Nery e o vencedor Toti. Quando não ganhamos, mas vemos amigos ganhando, também podemos nos considerar um pouco vencedores.
O Kizueira não é só zoeira. Eis a nova força do carnaval gabrielense.
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