Gabriel Lima Corrêa, de 28 anos, foi condenado a 24 anos de prisão pela morte do policial civil gabrielense Marcelo da Silveira Machado. A sentença foi proferida no final da noite de segunda-feira (13), após julgamento realizado no Fórum de Rio Grande. O réu foi condenado por homicídio duplamente qualificado e deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
O júri teve duração aproximada de 15 horas. Durante a sessão, foram ouvidas seis testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Gabriel também foi interrogado antes dos debates entre as partes e da votação dos jurados. Ao final, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu a autoria do crime.
Conforme a denúncia, Gabriel teria jogado álcool sobre Marcelo enquanto o policial trocava um botijão de gás em um apartamento localizado na Rua Bagé, no Balneário Cassino, em Rio Grande. Em seguida, o acusado teria ateado fogo à vítima. O fato ocorreu em 20 de janeiro de 2025.
Marcelo permaneceu internado por oito dias e morreu em 28 de janeiro de 2025, em razão da gravidade das queimaduras. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que as provas reunidas na investigação demonstravam a autoria e a materialidade do crime. A defesa contestou a versão da acusação e pediu que os jurados analisassem o conjunto das provas antes da decisão.
O irmão da vítima, o médico Paulo Pizarro, afirmou à GZH Zona Sul que a condenação trouxe alívio à família. “A gente sabe que 24 anos, para quem fica vivo, pode parecer pouco. Mas, para a minha mãe, de 80 anos, fica a sensação de que ela conseguiu ver a pessoa que matou o filho dela ser condenada. Isso já traz um pouco de paz para ela”, declarou.
Os advogados Róger Walteman e Vinícius Hentsch, responsáveis pela defesa de Gabriel, informaram que recorrerão da sentença. Segundo os defensores, teriam ocorrido nulidades processuais durante o julgamento, argumento que deverá ser apresentado no recurso.
RELEMBRE O CASO
Marcelo Machado foi atingido pelo incêndio em 20 de janeiro de 2025, quando trocava o botijão de gás no apartamento localizado no Balneário Cassino. Mesmo ferido, o policial conseguiu relatar aos profissionais de saúde e aos investigadores que Gabriel teria jogado álcool sobre seu corpo e ateado fogo em seguida.
Gabriel Lima Corrêa foi preso em flagrante após o ocorrido e, posteriormente, denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado. Marcelo morreu oito dias depois do ataque, enquanto permanecia internado para o tratamento das queimaduras. A morte chocou a comunidade gabrielense, que reconhecia no policial um excelente profissional e ser humano.
Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações de GZH Zona Sul
Data: 14/07/2026 15h25
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