Após anos sem registros recentes de ações semelhantes no município, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tentam ocupar, desde o final da madrugada desta segunda-feira (9), uma área de cerca de 400 hectares pertencente à antiga Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em São Gabriel.
De acordo com informações do movimento, aproximadamente 500 mulheres e mais de 50 crianças participam da mobilização. O local da tentativa de ocupação fica nas proximidades do bairro Pomares. A Brigada Militar está no local e bloqueou o acesso à área, impedindo a entrada e a saída de pessoas.
Segundo a assessoria de comunicação do MST, a mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada em todo o país entre os dias 8 e 12 de março. As atividades estão relacionadas às ações do Dia Internacional da Mulher e têm como lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar”.
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| À tarde, área foi "congelada" pela Brigada Militar, para impedir a ocupação da antiga Fepagro |
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| Segundo informações da Brigada, ninguém sai nem entra, incluindo mantimentos |
A tentativa de ocupação ocorreu após a chegada de diversos ônibus ao local durante a madrugada. O movimento informou que a área é reivindicada para reassentamento de famílias, sob o argumento de que o espaço estaria sem utilização e sofrendo depredações.
Representantes do MST também afirmaram que a ação da Brigada Militar foi marcada pelo bloqueio total do acesso à área. Segundo integrantes do movimento, a restrição impediria inclusive a entrada de mantimentos destinados às pessoas que participam da mobilização.
A Brigada Militar informou que o bloqueio foi adotado para impedir a ocupação da área da antiga Fepagro. Conforme os policiais que atuam no local, não é permitida a entrada ou saída de pessoas. A corporação também informou que a medida poderá ser revista caso os manifestantes desistam da ocupação.
Durante a tarde, segundo relatos, outros ônibus chegaram à região com mais integrantes do movimento. A mobilização tem gerado diferentes posicionamentos entre moradores da cidade e, até o momento, não há definição sobre o tempo de permanência no local.
Reportagem: Marcelo Ribeiro
Data: 09/03/2026 18h50
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