Jô Soares morreu nesta sexta-feira, aos 84 anos em São Paulo, onde estava hospitalizado (foto divulgação)

Morreu nesta madrugada de sexta-feira (5), aos 84 anos, o humorista, escritor, jornalista, apresentador de TV e diretor José Eugênio Soares, o Jô Soares. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, onde estava dede 28 de julho para tratar de uma pneumonia, mas a causa da morte não foi divulgada. 

A morte de Jô foi confirmada pela ex-mulher, Flávia Pedra, nas redes sociais. Era um multifacetado artista e conhecido por ter uma inteligência inesquecível. Começou sua carreira em 1954 em alguns filmes e em 58, ingressou na TV, onde passou pela TV Rio, Continental, Record (São Paulo) e Globo, onde a partir de 1970, atuou em humorísticos como "Família Trapo", “Faça humor, não faça a guerra”, "Planeta dos Homens" e o seu, "Viva o Gordo", onde eternizou personagens como o Capitão Gay, Zé da Galera (que falava no orelhão "bota ponta, Telê"), Reizinho (que satirizava o Brasil da época), entre outros.

Em 1987, deu uma guinada surpreendente ao ir para o SBT, onde seguiu no humor com "Veja o Gordo" mas se firmou com o programa de entrevistas "Jô Soares Onze e Meia", apresentado de segunda à sexta às 23h30 (mas que às vezes, variava, chegando a ser apresentado até à 1h da madrugada), conquistando grande audiência e entrevistando várias personalidades, além de ter interação com o "Quinteto Onze e Meia", grupo de músicos que depois se tornaria o Sexteto na Globo, com Chiquinho, Derico, Miltinho, Bira e Rubinho, estes já falecidos, além de ter depois a adição de Tomati e Edmundo.

O programa iria até 2000, quando voltou a Globo para apresentar o "Programa do Jô", no mesmo estilo e que inicialmente era apresentado também às 23h30, mas que foi mudando de horário até ir para a madrugada, permanecendo até 2016. As entrevistas dos seus programas eram recheadas de inteligência e bom humor, além de ter vários quadros e a presença marcante da plateia que interagia intensamente. Com os dois programas somados, Jô teria feito mais de 20 mil entrevistas, sendo 6 mil no SBT e 14 mil na Globo. Encerrava os programas com sua marca, o "beijo do gordo". 

Era também colunista de jornais, escritor de livros, onde lançou obras como "O Xangô de Baker Street" (1995) e "O homem que matou Getúlio Vargas" (1998), entre outros, além de estrelar monólogos com humor e crítica, fora inúmeros trabalhos em várias mídias. Amigos e famosos lamentaram a morte de Jô Soares, que agora faz parte da história do nosso país, que fica triste nesta sexta, 5 de agosto.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 05/08/2022 08h36 
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