Paulo Afonso Correa de Bem, condenado a 16 anos pela morte da professora Núbia Fontoura Farias, foi extraditado pela França e desembarcou nesta manhã em Porto Alegre para cumprimento da pena aplicada em 2011 (fotos Imprensa PF)

Vinte e nove anos após o crime, o autor do assassinato da professora Núbia Beatriz da Fontoura Farias foi extraditado pelo Governo da França para cumprir sua pena no Brasil. Paulo Afonso Correa de Bem, 50 anos, que assassinou Núbia com disparo de arma de fogo em maio de 1993, chegou à Porto Alegre na manhã desta sexta-feira (3) e foi encaminhado ao sistema penitenciário gaúcho pela Polícia Federal.

Paulo Afonso, condenado em 30 de maio de 2011 pela Justiça a 16 anos de prisão, foi localizado na França após ter sido incluído na lista de procurados internacionais “Difusão Vermelha”, da Interpol, em 2017 e sua extradição foi concedida pelas autoridades francesas em setembro de 2021. O réu desembarcou no Aeroporto Salgado Filho, sobre forte esquema de segurança da PF.

A extradição do foragido mobilizou a Polícia Federal, a Interpol no Brasil/PF, a Interpol na França, a Representação Regional da Interpol no Rio Grande do Sul, a delegacia da Polícia Federal em Santana do Livramento e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Não foi informado para qual presídio o réu foi encaminhado.

O crime aconteceu em 29 de maio de 1993, na residência do casal no Bairro Tarumã, quando Paulo Afonso desferiu um disparo em Núbia, que na época era proprietária da Academia Corpo. Ele alegou que iria buscar um médico e nunca mais foi visto. Núbia, que era irmã do ex-vereador e também professor Rômulo Farias, chegou a ser socorrida na época, mas não resistiu e morreu dois dias após o crime. 

O júri foi realizado sem a presença do réu em 2011, após mudanças no Código Penal que permitiram julgamentos neste caso, para evitar prescrição de crimes.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 03/06/2022 13h32 
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