Inquérito sobre agressão a jovem soldado no interior do 6º BE está agora com a auditoria do Superior Tribunal Militar, em Bagé (foto divulgação)

O caso do jovem soldado de 18 anos que foi espancado durante um "pacote" no interior do 6º Batalhão de Engenharia de Combate em julho de 2021, está com a auditoria do Superior Tribunal Militar (STM) na cidade de Bagé, onde o Ministério Público Militar (MPM) pediu mais esclarecimentos à unidade militar para decidir pela denúncia ou não do crime. A reportagem do site entrou em contato tanto com o Batalhão quanto com a 2ª auditoria do STM para saber do andamento atual do caso nesta terça (18).

Segundo o setor de Relações Públicas do 6º BE, o Inquérito Policial Militar (IPM) foi concluído, mas o resultado da sindicância não foi informado pela unidade e encaminhado para o Ministério Público Militar, que solicitou a realização de diligências para solicitar mais esclarecimentos sobre o caso, informou à reportagem o juiz federal Wendell Petrachin Araújo, do STM.

"A Promotoria Militar solicitou mais informações para a unidade militar, para tirar dúvidas, o que pode levar cerca de 20 a 30 dias. Com os dados em mãos, o MPM poderá oferecer denúncia relativa ao crime", explicou o magistrado. A sindicância foi realizada pelo 6º BE, mas o seu resultado não foi informado e encaminhada ao Ministério Público Militar e ao STM para andamento do caso. Em torno de três a quatro militares teriam participado das agressões ao jovem. 

Relembre o caso
Em julho de 2021, um vídeo circulou nas redes sociais com um jovem soldado de 18 anos recebendo agressões conhecidas como "pacote", antiga prática considerada comum entre os soldados mais antigos para "batizar" os novos soldados, no 6º Batalhão de Engenharia de Combate e repercutiu na comunidade e no Estado.

O jovem ficou abalado psicologicamente e teria tentado tirar a própria vida, afirmou a mãe do soldado, que entrou em contato com a reportagem na época. Ela denunciou que o jovem sofreu humilhações psicológicas e agressões físicas. "Meu filho, além de humilhações psicológicas feitas por seus superiores ditas como brincadeiras, também sofreu agressões físicas", lamentou a mulher. 

O vídeo teria sido gravado com um telefone celular por outro militar e mostra o rapaz imobilizado por dois militares e recebendo golpes físicos de um terceiro. Ele ficou com hematomas decorrentes das agressões e também com traumas psicológicos. No vídeo, alguns deles dão risadas. A situação foi descoberta pela família, que exigiu justiça no caso. 

O  6º BE Cmb informou que "tendo tomado conhecimento da denúncia em que um militar veio sofrer agressões no interior do aquartelamento, determinou imediatamente a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos", pontuou.

O Comando da Unidade diz que o Exército Brasileiro ressaltou na época que "não coaduna com atitudes desse tipo e que o militar que sofreu a agressão e sua família estão recebendo toda a atenção e auxílio necessário".

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 19/01/2022 11h11 
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