Morador das Pontes Brancas e irmã contestaram ação da Brigada em sua casa, no Corredor do Piraí (fotos divulgação)

Uma ocorrência realizada pela Brigada Militar na noite do último sábado (22) tem contestações por parte de família que acusou os policiais de abuso de autoridade, no Corredor do Piraí. José Cristiano Mendes Pereira, 35 anos e sua irmã, Angélica Mendes, entraram em contato com a reportagem para falar sua versão da história, relatando que a BM teria entrado em casa sem ordem judicial e que as armas aprendidas seriam utilizadas para caça, para reparo solicitado por clientes. A reportagem solicitou também contraponto da Brigada sobre a questão. 

Angélica relatou nos comentários que a ação da Brigada Militar não teria sido exatamente a como foi relatada na ocorrência. Em contato com seu irmão, ele relatou à reportagem como ocorreu o fato. José Cristiano contou que estava chegando de moto em casa, no Corredor das Pontes Brancas, quando foi abordado pelos policiais. 

"Vi uma luz muito forte e vi que eram policiais, aí eu ia parar e vi que um deles estava com uma pistola para o lado de fora e busquei acelerar para esperá-los em casa, aí me 'chamaram na bala' dando quatro tiros, não sei se me deram para acertar e consegui chegar até lá, indo para os fundos de casa, pulei cerca e fui para o campo, temendo que eu fosse agredido", relatando que acompanhou tudo de longe.

Pereira afirmou que os policiais entraram na casa e a arrombaram, revirando tudo o que tinha, onde encontraram as armas apreendidas, que ele alegou que eram de clientes. "Ali, reviraram tudo, pegaram minha identidade, uma arma velha que nem funciona, essas armas na realidade são de pessoas que vão caçar javali, fazer caça para comer, aprendi a fazer isso na cadeia e quando saí, para viver dignamente", afirmou. Ele ainda acusou os policiais de agredirem um vizinho, que estava andando nas proximidades no momento da ocorrência.

"No fim eu não sei o que queriam comigo, eu não estou traficando, vendendo droga, 'encarnaram' em mim por isso. Só quero minha identidade de volta, que levaram e não me devolveram também", lamentou. Sua irmã, Angélica, reclamou do rigor e que a ação teria tido abuso de autoridade. "stava só a moto na frente casa não tinha nada. Quebraram os carros que estavam no patio rasgaram bancos e rasgaram os pneus da bicicleta falta de respeito dessa gente. Era pra proteger o povo, mas atiraram nele sem respeitar as pessoas que estavam sentadas na frente de suas casas", relatou. 

Contraponto da Brigada Militar
A reportagem solicitou contraponto da Brigada Militar sobre a procedência das ações no fato bem como nota a respeito, ainda aguardando retorno, o espaço está a disposição. A editoria do site esclarece que recebe as ocorrências como redigidas pela Brigada Militar ou Polícia Civil, com uma das versões da história, podendo existir ou não outra parte. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 24/01/2022 18h31
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