07 maio 2021

Nesta sexta-feira, Dagoberto Focaccia faria 85 anos se estivesse vivo

Dagoberto Focaccia estaria completando nesta sexta-feira 85 anos, se estivesse vivo (foto arquivo C7)

Nesta sexta-feira, 7 de maio de 2021, um ícone da comunicação gabrielense e do Estado do RS faria 85 anos se estivesse vivo. O radialista Dagoberto Focaccia, falecido em 2018, estaria de aniversário e certamente gostaria de comemorar a data. Mas também imaginamos que devido à pandemia, estivesse recolhido em sua propriedade no interior, na localidade do Suspiro, recebendo muitos telefonemas e mensagens de felicitações. A lembrança foi feita pelo filho André Focaccia em seu Facebook. 

Dagoberto, nascido em Pelotas em 7 de maio de 1937, filho de Matheus e Rosinha Focaccia, se mudou para São Gabriel com os pais mais tarde, onde estabeleceu morada e vida profissional. Mesmo se formando em Direito, foi no rádio que se realizou. Começou a carreira de locutor em 1948, na antiga Agência Gaúcha de Publicidade (AGP), que funcionava na Praça Dr. Fernando Abbott. De lá, ele começou a trajetória no rádio com a Rádio São Gabriel, de onde só saiu para cursar Direito na Universidade Federal de Pelotas.

E mesmo assim, ele não deixou os microfones. Ele integrou o quadro de locutores esportivos da Rádio Cultura e após se formar em 1960, retornou para São Gabriel e para a Rádio São Gabriel, onde além das transmissões esportivas, foi consagrado com os programas "Vesperal da Alegria" e "Show da Noite", mais programas esportivos e carnavalescos. Criou bordões consagrados como "no ping do pong, no pong do ping, eu quero te fazer feliz", assim como quando informava a previsão do tempo, falava dos "memês" de chuva (milímetros), entre outros.

Em 1982, deu um passo importante ao fundar a Rádio Batovi, onde também era locutor e apresentava o tradicional "Chasque da Amizade", programa de avisos veiculado entre meio-dia e 13h. Também assinava a coluna "As 10 Mais", que era veiculada em jornais da cidade e ele fazia o comentário dos fatos da cidade com seu toque pessoal.

Tinha intensa participação na sociedade local, onde foi ligado à várias entidades sociais, como o Lions Clube São Gabriel, Clube Comercial, entre outras entidades sociais, assim como no esporte, como o Gráfico F.C., da Associação São Gabriel de Futebol e dos Conselhos Deliberativos da S.E.R. São Gabriel e G.E. Gabrielense, além do Esporte Clube São Gabriel. Em 1975 concorreu a presidência da Federação Gaúcha de Futebol, enfrentando nada mais, nada menos do que o poderoso Rubens Freire Hoffmeister.

Foi homenageado várias vezes em vida de várias formas. Em duas ocasiões, ele foi homenageado no Carnaval pela Escola de Samba Império da Zona Norte e pelo Bloco da Geni, onde a primeira foi campeã nas escolas com o enredo "A era das comunicações. De lá pra cá tudo mudou, daqui pra lá, como será que vai ficar?", de Jukinha do Império e Marcel da Cohab, que também compôs o samba do Bloco da Geni.

Por duas vezes, ele teve problemas de saúde graves, mas conseguindo se recuperar. Dagô ou Dago-Dago era atuante também no agronegócio e na advocacia. Era devoto da santa popular dos gabrielenses, Maria Isabel Hornos, Guapa, sendo seu fervoroso propagador e defensor. E falando em homenagem, ele também realizava a tradicional festa das "Dez Mais" ou "Mais-Mais", no começo do inverno, onde premiava os destaques em vários segmentos da comunidade gabrielense.

Faleceu em 17 de julho de 2018, após meses enfermo e com a saúde debilitada devido à idade. Mas certamente, estaria comemorando no seu estilo e até mesmo, realizando mais uma "Dez Mais" especial. Mesmo não presente mais fisicamente, Dagô ou Dago-Dago continua vivo na memória dos gabrielenses. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 07/05/2021 12h22
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