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17 janeiro 2021

Anvisa aprova uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford

Após aprovação unânime da Anvisa para uso emergencial, Governo paulista vacinou primeira pessoa, a enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, que é grupo de risco da covid-19 e atua na linha de frente (foto reprodução CNN)

Um momento aguardado pelos brasileiros que anseiam o fim da pandemia de covid-19 foi concretizado neste domingo (17), à luz da ciência e tendo uma luz no fim do túnel. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de 5 horas.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da CoronaVac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em "Diário Oficial".

Segundo a Anvisa, somente o termo de compromisso assinado pelo Instituto Butantan precisa ser publicado no "Diário Oficial da União", o que pode acontecer ainda neste domingo (17) em edição extra. De acordo com a agência, o termo já está pronto e será enviado ao instituto para ser assinado e publicado assim que assinado. O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28 de fevereiro, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial. A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

Ao proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou: "A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine."

Durante a reunião, a relatora Meiruze Freitas declarou: "Quanto à vacina Coronavac, desenvolvida pelo instituto Butantan, voto pela aprovação temporária do seu uso emergencial condicionada a termo de compromisso e subsequente publicação de seu extrato no DOU. Quanto à vacina solicitada pela Fiocruz, voto pela aprovação temporária de seu uso emergencial referente a 2 milhões de doses", votou a relatora.

"Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência", acrescentou Meiruze Freitas. Nos pareceres, ambos citaram a necessidade de aprovação das vacinas de, além dos dados científicos, do aumento do número de casos, de que o Brasil tem atualmente 10% das mortes por covid no mundo e que não há alternativa terapêutica (o chamado "tratamento precoce") para combater a doença.

A primeira dose foi aplicada em São Paulo neste domingo, após a aprovação da vacina, na enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, negra, mulher e que mesmo fazendo parte do grupo de risco para a doença, atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. 

Ela foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo. Após ser imunizada, ela recebeu do governador João Doria (PSDB) um selo simbólico com os dizeres “Estou vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me vacinei”.

A aplicação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e acompanhada pelo governador João Doria (PSDB). A enfermeira Jéssica Pires de Camargo, de 30 anos, funcionária do Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, foi responsável por aplicar a dose. O Governo de São Paulo informou que a vacinação no Estado já começa neste domingo. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro, com informações do G1 
Data: 17/01/2021 17h05 
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