07 julho 2020

Há 30 anos, o Brasil perdia Cazuza

Nesta terça-feira, completaram-se 30 anos da morte de Cazuza, um cantor que marcou sua época e cujas letras ainda seguem atuais (foto divulgação)
Há 30 anos, em 7 de julho de 1990, a música perdia um ícone polêmico mas que fazia uma leitura que ainda se mantém atual da sociedade brasileira. Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, morto aos 32 anos, foi aclamado pela crítica como um dos principais poetas da música brasileira e sabia ser polêmico e rebelde, com letras que ainda são atuais.

Cazuza marcou uma geração, sendo polêmico, boêmio e rebelde, mas sua obra segue jovial e atual, ainda mais realçando os problemas e defeitos da sociedade em uma crítica ácida e pontual. Ele  lançou discos durante um curto período que foi de 1982 – ano do primeiro álbum da banda Barão Vermelho, da qual foi vocalista até 1985 – até 1989, ano do derradeiro Burguesia, LP duplo que se impôs como urgente testamento do verbo afiado do compositor.

O cantor esteve com o Barão Vermelho até 1985, quando iniciou a carreira solo, mas ao mesmo tempo, começavam a aparecer os indícios do vírus HIV, causador da AIDS. Mesmo assim, foi produzindo muitos sucessos e indo até 1989, quando anunciou publicamente esta condição. Ele morreu em julho de 1990, mas sua obra continua eterna, com sucessos como "Pro Dia Nascer Feliz", "Bete Balanço", "Exagerado", "O Nosso Amor a Gente Inventa", "Ideologia", "O Tempo Não Pára", "Codinome Beija-Flor", "Brasil" (que ficou conhecida também na voz de Gal Costa e abertura da novela "Vale Tudo", da Globo) e "Faz Parte Do Meu Show". As fortes críticas à sociedade e a política nacional ainda são atuais até hoje. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 07/07/2020 19h28
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