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Empresa é investigada por vender imóveis e não concluir obras

Operações da Polícia Civil investigam suspeita de fraude praticada por construtora na Região Central (foto Tiago Guedes/RBS TV)
Construtora chegou a estar em São Gabriel, mas não vendeu imóveis no município por problemas na documentação e desconfiança na idoneidade da empresa

Uma operação policial deflagrada nesta terça (26) revelou que uma construtora imobiliária praticou fraudes na Região Central do Rio Grande do Sul, além de Porto Alegre. A Ampar Construtora é suspeita de vender imóveis em áreas irregulares, não entregar a obra e não devolver o dinheiro obtido destas vendas, conforme noticiado pela RBS TV na noite de terça. A mesma chegou a estar em São Gabriel, mas não conseguiu vender imóveis por problemas encontrados na documentação, o que gerou desconfiança das corretoras.


A Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Santa Maria e Porto Alegre. Um dos sócios, Alex Sander Menezes da Silva, foi preso por porte ilegal de arma na capital, onde funciona a sede da empresa. Ele foi ouvido e liberado, sem o pagamento de fiança. A investigação aponta que a empresa agia sempre da mesma forma: iniciava a construção e a venda de imóveis sem nenhuma autorização, já sabendo que a obra seria parada por algum órgão público. Em seguida, os clientes eram avisados que tudo estava atrasado por causa da burocracia.

Mesmo assim, novos empreendimentos eram lançados. De 2016 até agora, a empresa lançou a construção de 753 casas em Santa Maria. Dez ocorrências de estelionato foram registradas nas delegacias da cidade. Os alvarás da prefeitura também eram falsificados. Os papéis foram usados para, por exemplo, autorizar a ligação de água em alguns imóveis. O Executivo municipal abriu uma sindicância para apurar o caso.

A Polícia Civil investigou e verificou que o esquema teria ocorrido nas cidades de Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul e nos estados da Bahia, São Paulo e Paraná, com prejuízos superiores a R$ 1 milhão. As vítimas acionaram a Construtora na Justiça para recuperar o dinheiro investido.

Em relação a São Gabriel, a reportagem apurou a informação de que embora a Construtora Ampar tenha lançado um residencial na cidade, as vendas não se concretizaram porque a documentação da mesma apresentou vários problemas junto à Prefeitura e as corretoras, o que fez os corretores de imóveis da cidade recusarem a representação.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 27/06/2018 10h20
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