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Fiéis gabrielenses saúdam São Jorge

Imagens do santo guerreiro percorreram as principais ruas da cidade nesta noite de segunda-feira
Em uma noite de lua - onde até o tempo, que estava chuvoso no começo do dia, colaborou - mais de 300 fiéis puderam prestar as homenagens a São Jorge (Ogum na Umbanda) na noite de segunda-feira (23). A procissão, realizada pelo Centro de Umbanda Cabana do Pai Xangô, Afro Ijexá Jeje de Oxalá e Oxum, de Áurea de Oxalá, transcorreu conforme o esperado, com vários fiéis levando suas velas e as tradicionais "espadas de São Jorge", plantas associadas ao santo/orixá.


A procissão saiu da sede do Centro, na Rua Barão do Cambaí, 1548 e percorreu ruas como a própria Barão, Júlio de Castilhos, Duque de Caxias, entorno da Praça Fernando Abbott e General Mallet, passando pelo 6º Batalhão de Engenharia de Combate. Duas imagens do santo guerreiro foram levadas em uma caminhonete do Corpo de Bombeiros, onde o militar Vando Mello (Vandinho de Olodum) fazia o "toque de rei" para anunciar a passagem do santo guerreiro.

Imagens de São Jorge foram levadas em uma caminhonete dos Bombeiros, na procissão que percorreu várias ruas

Fiéis levaram as "espadas de São Jorge" e velas, fazendo seus pedidos e agradecendo as graças
A procissão foi concluída no local de partida, onde uma sessão religiosa continua as festividades até a madrugada. Havia o temor do tempo atrapalhar, mas os céus também colaboraram e até a lua surgiu para saudar São Jorge/Ogum.

Origem da crença
Segundo a história, São Jorge foi um soldado romano que serviu ao imperador Diocleciano, e que virou padre e mártir cristão. Ele teria nascido na Capadócia (Turquia), e quando o imperador ordenou a morte de cristãos, ele se negou por ter se convertido ao catolicismo, sendo torturado até a morte.

A lenda do cavaleiro contra o dragão - e a imagem que representa o santo oficialmente - surgiu de histórias das Cruzadas, quando após se tornar adulto e participar de batalhas contra os sarracenos, ele partiu para a cidade de Syélen, na Líbia. Lá, um eremita relatou que um dragão estava assolando a região, sendo que para se acalmar, jovens mulheres eram oferecidas para sacrifício.

Só havia restado uma jovem: Sabra, a filha do rei, que seria sacrificada ao dragão ou dada em casamento ao valente que matasse a besta. E foi o que aconteceu, Jorge matou o dragão com sua lança e salva Sabra, se tornando esposo dela.

Na Umbanda, São Jorge é Ogum e tem relação com a lua, onde suas manchas vistas da Terra aparentam ser São Jorge matando o dragão em noite de lua cheia. Pela mitologia iorubá, Ogum é o orixá ferreiro, senhor do ferro, da guerra, da agricultura e da tecnologia, considerado um dos mais poderosos orixás. A cultura é mais constante no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, além da Bahia, mas lá é sincretizado com Santo Antônio.

É padroeiro das nações de Portugal e Inglaterra, da cidade de Moscou, o estado e a cidade do Rio de Janeiro e da província da Catalunha, na Espanha. Em São Gabriel, a atividade é realizada todos os anos, e é a principal em homenagem ao santo/orixá, sendo também evento oficial do município.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 23/04/2018 23h04
Contato: (55) 996045197 / 991914564 
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