01 novembro 2017

Eleição do CTG Caiboaté é suspensa pela Justiça

Eleição do Caiboaté acabou suspensa pela Justiça na noite de terça. Sem pleito, foi feita somente a prestação de contas. Nova data deverá ser marcada até a sexta-feira, dependendo da Justiça
A eleição para a patronagem do CTG Caiboaté, que ocorreria na noite de terça-feira (31), acabou suspensa pela Justiça de São Gabriel, devido a uma liminar impetrada por uma das chapas. A disputa, entre o atual patrão Agapito Chaves Júnior e o ex-patrão Aderson Maldonado Chaves - que entrou com recurso na Justiça - deverá ser remarcada nesta semana. A decisão judicial dividiu opiniões, mas foi além do que a Chapa 2 pedia.



Segundo o pedido de Aderson, a alegação é de que a entidade teria filiado 55 novos sócios sem exigência do pagamento da jóia e mensalidade, de acordo com o Estatuto - e que segundo a atual patronagem, isso foi decidido em reunião e tem amparo legal. Mas o Juiz de Direito Fábio Basaldúa Machado suspendeu o pleito sob a justificativa de que a questão poderia influenciar o pleito. O Departamento Jurídico da entidade tentou reverter a situação e esperou até as 22 horas, mas o Juiz disse que só se pronunciaria sobre a situação nesta quarta-feira, 1º de novembro.

Associados compareceram em grande número à sede da entidade para eleição que não aconteceu

Movimento de sócios foi intenso na sede e muitos deles esperaram até as 22 horas para sabe se pleito aconteceria
Sem eleição, a prestação de contas da atual gestão foi feita pelo patrão Agapito, onde o mesmo destacou as melhorias feitas na Sede Campestre e Social, onde ele frisou que estas "beneficiaram somente os associados e o Caiboaté, proporcionando uma estrutura melhor para nossas atividades e que fizemos de tudo para não cometer erros", afirmou.

Estavam aptos a votar cerca de 180 sócios em dia. O movimento foi grande na sede da entidade, mas após as 22 horas, os tradicionalistas foram embora frustrados. Uma nova data deverá ser remarcada a qualquer momento, dependendo da decisão na Justiça.

O que diz a Chapa 2?
Em manifestação nas redes sociais, o candidato da Chapa 2, Aderson Vargas, justificou a ação para garantir lisura no pleito. Ele afirmou que em 2015, quando concorreu, irregularidades teriam ocorrido no pleito e que recorreu à Justiça para que isso não ocorresse novamente, alegando que a inclusão destes novos sócios poderia influenciar o pleito e que não toleraria isso. Aderson salienta que quer apenas uma eleição correta.

"Na eleição de 2015, eu acreditei na lisura do pleito e perdi por um voto. Mas votaram mais de 30 pessoas, que não eram sócias. Recorri a justiça que em breve deve julgar. Nesta eleição, identificamos que mais de 50 pessoas foram associadas em setembro e outubro sem pagamento de jóia e apenas seis mensalidades. Solicitamos a comissão eleitoral que estes sócios votassem em separado para que se resolvesse o pleito depois. Nos foi negado o pedido. Recorremos a justiça para dirimir a dúvida. A justiça entendeu o que esta publicado. A culpa não é minha. Eu havia dito aos meus companheiros e a minha familia, uma vez passa, duas não", afirmou em seu Facebook. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 01/11/2017 09h43 
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