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Polêmica: professores adotam turno reduzido e Prefeitura proíbe protesto

Mais uma polêmica está acontecendo entre servidores municipais e o Governo Petista em São Gabriel. Inconformados com a falta de pagamento do Piso Municipal do Magistério, os professores municipais decidiram fazer turno reduzido, em decisão votada em assembleia realizads Sindicato dos Servidores, com apoio da Associação dos Professores Municipais (APROMUSG). Só que a decisão fez com que o Prefeito Roque Montagner editasse decreto que de certa forma, proíbe a atitude, o que divide opiniões na comunidade.



O decreto faz com que todo professor que for reduzir a carga horária tenha seu ponto assinado conforme o trabalho em sala de aula e que toda e qualquer alteração de horário deve ter previamente a anuência da Diretora, Vice-Diretora ou Supervisora da Escola, o que gerou discussões por parte do professorado, que viu na atitude uma forma de cercear o direito de protestar do funcionalismo.

De acordo com a imprensa oficial, uma reunião foi realizada entre os Secretários e Diretores. O Sindicato foi acusado de agir de forma "arbitrária" pelo Chefe de Gabinete Luis Pires, que "tentou implantar aulas de 30 minutos em todas as escolas, para que todas as matérias pudessem ser aplicadas até o horário do recreio", diz informações da mídia oficial. E ainda sentenciou que os professores que insistirem nesta ideia, "iriam ficar sem receber nada, pois não terá cumprida a carga horária estabelecida em lei", teria dito o Chefe de Gabinete.

Segundo fontes, os representantes do governo petista teriam informado que a decisão foi comunicada antecipadamente para o Sindicato, Associação e Ministério Público e "reforçaria a preocupação do Governo com o prazo para a aprovação do projeto que concede os 11,36% de reajuste à categoria em 2016, até o dia 30 de abril", e se não for aprovado até esta data, não poderá mais por conta das restrições de Leis. “Portanto há o risco do magistério ficar sem reajuste em consequência da intransigência que se estabeleceu por parte da categoria”, teria dito o Chefe de Gabinete.


Para complicar, a Ordem de Serviço, assinada em 26 de abril, determina o corte do ponto em caso de redução da jornada, o que é visto como perseguição política e retaliações pelo Sindicato, por lutar por um direito que é seu. Professores pedem uma medida mais enérgica contra o Governo. Um impasse que mostra que o Governo Municipal tem sido um dos mais difíceis de negociar reivindicações dos servidores. 

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 26/04/2016 21h27 
Contato: (55) 3232-3766 / 96045197 
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