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14 maio 2015

Apesar das pressões, servidores públicos paralisam atividades. Greve pode vir por aí

Servidores "tomaram" saguão da Prefeitura em protesto à política de tratamento das questões salariais e de carreira do funcionalismo público municipal na manhã desta quinta. Movimento pode virar greve se Executivo não apresentar propostas convincentes
A manhã de quinta-feira (14) marcou um momento histórico em São Gabriel. Pela primeira vez em 26 anos, servidores públicos e professores municipais se uniram e paralisaram suas atividades neste dia, em protesto ao não-andamento do Plano de Carreira, pagamento do Piso Salarial do Magistério e reposição no vale-refeição, onde o Governo Municipal estaria em absoluto silêncio. A manifestação segue até a assembleia que será realizada na Câmara de Vereadores, a partir das 18 horas.


Caminhada até o Palácio partiu da Praça Dr. Fernando Abbott. Apesar de ameaças, movimento começou firme
Cerca de 400 servidores se reuniram na Praça Dr. Fernando Abbott nas primeiras horas da manhã e realizaram caminhada rumo ao Palácio Plácido de Castro, sede da Prefeitura Municipal. Eles tomaram conta do saguão, mas encontraram as portas do Gabinete do Prefeito fechadas e ninguém recebeu os manifestantes. Três horas mais tarde, foi informado de que o Prefeito Roque Montagner estava no interior do município e uma proposta foi feita para que os servidores fossem recebidos às 17 horas, para uma reunião.

Durante os manifestos, além das reivindicações, ameaças foram relatadas por vários servidores, que colegas sofreram e por isso não participaram do protesto. Questionamentos como o destino dos recursos do FUNDEB - que chegaria a R$ 1,7 milhões por mês - e a falta de atualização da Transparência pública no site da Prefeitura, assim como as soluções para atingir os reajustes, como corte de CCs e horas extras desnecessárias foram apresentadas. 

Uma assembleia estará sendo realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais a partir das 18 horas, para definir se a proposta que vier será aceita e se a paralisação se torna oficialmente greve. Há 26 anos, tal fato não acontecia no município, o que demonstra a crise por que passa o Governo Roque Montagner.

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