João Pedro Lemos
Colunista do blog
Azevedo Sodré, minha terra
A chegada das comemorações farroupilhas acabam fazendo com que a saudade de certa forma invada meus sentimentos. Não tanto pelo desfile, pelas festividades, mas porque nesses momentos a gente sempre acaba revivendo vivências do tradicionalismo que foram o cotidiano de minha infância e juventude. E ai é imposível não me lembrar do Distrito de Azevedo Sodré onde nasci. Impossível mesmo, aliás tenho um apego aquele lugar que chega se tornar inexplicável, na verdade não tenho ido até lá, mas tenho encontrado pessoas que me fazem sentir como lá estivesse. Ao ver o Ita Cunha ganhando festivais e gritando "Azevedo Sodré" já quase me basta, lembro do velho Itabajara Cunha e ai o meu chão brota dentro de mim e então concluo:
Quem passou pelo Distrito de Azevedo Sodré, ainda que apenas uma vez, nunca mais o esqueceu, quem por lá viveu ainda hoje o traz vivo nas lembranças e no coração como uma das experiências e vivências de um lugar tão especial que se torna inexplicável ter vivido por lá.
No Sodré era tudo mágico, da Estação de Trem, da buzina da locomotiva, do grito de uma grachaim, do grito de um Lobo Guará até o último berrro de touro na invernada, tudo passava por uma experiência trasncendente. Algo que só o sentimento, só mesmo sentindo-o era posível compreendê-lo, algo que a razão não conseguiria jamais concluir.
O Sodré é uma história viva e encontrar o Homero Rodrigues e a Santa, sim o Homero do Armazém é como encontrar parte de si mesmo para quem viveu lá.
Assim me senti quando os encontrei no calçadão. Indescritivel. Regitramos o momento, relembramos, revivemos...
| Eu, a Santa e o Homero: a história viva do Sodré |
Outro dia encontrei o Jurandir e a Dinorá e ai a minha história fez uma volta e completei um cilco de uma experiência que não se explica, apenas temos o privilégio de sentí-la. Coisa boa!
É assim que começamos a interpretar o tempo, o tempo que ensina, que amadurece, o tempo que envelhece, mas acima de tudo um tempo que é tão especial para experiências que saem de si para algo que se eterniza não sei onde... mas que nos faz compreender tanta coisa, talvez o próprio tempo...













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