Há 20 anos, os domingos deixaram de ser alegres. No dia 1º de maio de 1994, o mundo assistia atônito a morte trágica do principal nome do esporte mundial e automobilístico, talvez que tenha feito renascer o orgulho de ser brasileiro. O piloto Ayrton Senna da Silva morria aos 34 anos em um final de semana trágico para a Fórmula 1, durante o GP de San Marino, em Ímola, Itália.
Naquele ano, em São Gabriel, a cidade passou por dois blecautes de energia, na época em que era abastecida pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), e amanheceu aquele domingo sem luz, impossibilitando muitos de ver a corrida. Estas eram transmitidas por rádio, quem conseguisse sinal, podia ouvir a prova. A cidade naquela época teve como fatos de destaque a inauguração da Creche Vó Severina Collares e a mudança do então Prefeito Balbo Teixeira do PL para o PFL (hoje Democratas), ameaçado de expulsão na época pelo deputado Onyx Lorenzoni.
O final de semana já tinha sido trágico pelos acidentes de Rubens Barrichello na sexta e a morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado. Senna morreu após a 5ª volta do GP de San Marino, que começou com um acidente grave entre os pilotos JJ Lehto (Benetton, hoje Lotus-Renault) e Pedro Lamy (Lotus), na largada, o que forçou o safety-car a entrar, ao bater a mais de 200 km/h na curva Tamburello, com a quebra da barra de direção. O brasileiro morreu em virtude de um ferimento causado pela quebra de um eixo, que atingiu seu capacete.
A energia foi reestabelecida às 13h, já com o plantão da Fórmula 1 noticiando a morte do piloto e deixando os gabrielenses em choque - alguns já sabiam da notícia via rádio, mas a confirmação da morte veio às 14h35, quando o jornalista Roberto Cabrini deu a triste notícia no plantão da Globo. "Morreu Ayrton Senna da Silva... Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar". O domingo mais triste já visto na história mundial, talvez tristeza que se equivaleu ao domingo da tragédia de Santa Maria.
Senna conquistou três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias e 65 pole-positions. Tinha chegado à Williams, que tinha o status de melhor equipe da F1, mas em um ano que a eletrônica tinha sido banida da categoria, tornando os carros mais instáveis. A F1 mudaria para sempre depois desta tragédia, tornando os carros mais seguros, mas sem o maior nome da história. E o Brasil, a partir disso, perdeu força no automobilismo. Nunca haverá outro como foi Ayrton Senna.













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