Colunista do blog
O meu avô me ensinou II
Nessa época lá no Azevedo Sodré a gente ficava muito na Estância da Acácia. No galpão enquanto olhávamos e contemplávamos a chuva que enchia a lagoa em frente à casa, num gramadinho cortado pelos cavalos, ovelhas e gado quando esperavam banho e vacina, trocávamos ideias diante da gigantesca possibilidade de idéias que surgiam naquele momento em que eu e meu avô João Machado conversávamos.
| Meus avós na Estância da Acácia João Machado e Cândida, Dona Negra |
Mais tarde estudando a mitologia grega fui entender o que meu avô João Machado me dizia em simples palavras. Tudo é assim, busca-se entender para dar sentido para entender e se entender no meio onde se vive.
| A comemoração de 50 anos de casados dos meus avôs |
Diante de tantos questionamentos, senti que apenas crer resolvia parte do problema, então continuava a perguntar por que crer, porque de crer e se realmente crer resolveria tudo. Meu avô ficava atônito com minhas inúmeras perguntas, chegava a se irritar, mas não desistia, foi então que definiu tudo. – Meu filho, vais sempre procurar respostas e nem todas terás tempo de encontrar, a cada nova resposta, novas perguntas surgirão, porque as coisas são assim: o pequeno se junta para formar o grande que nunca para de crescer e da mesma forma o pequeno cresce infinitamente até seu ínfimo, onde outros a formam.
Hoje penso que ele só me respondeu, claro que seu jeito gaúcho, para que eu parasse de tanto perguntar, mas de fato ao ler muito sobre astrofísica, física e nanotecnologia cheguei a conclusão que ele estava certo, ainda que fosse sem querer, realmente entendendo o “Bóson de Higgs” (partícula de Deus) e o universo em plena expansão, entendo o quanto um homem do campo na sua simplicidade encontra tantas respostas. Por isso sempre fui apaixonado por meu avô João Machado que sempre tinha uma resposta, ainda que com outra pergunta.
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