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14 agosto 2013

Papo Reto no Caderno7

João Pedro Lemos 
Colunista do blog

O meu avô me ensinou (1)
O mês de agosto sempre me traz lembranças do meu velho avô João Machado e da Estância da Acácia no Azevedo Sodré. Nessa época do ano, quando ainda era vivo passamos fazendo lenha de árvores secas e galhos que juntávamos. Filosofávamos sobre várias questões, principalmente sobre a importância das árvores que em determinado um tempo serviam com sua sombra, para acolher pássaros e outros animais e que com sua morte ainda serviam para nos aquecermos, para construções e oxigênio.


Nesses momentos também debatíamos as questões místicas e míticas do campo, na época se falava muito em peru de fogo, um tipo de assombração que descia do céu e secava árvores, falávamos sobre a lenda do Negrinho do Pastoreio, mas já frente ao fogo da lareira a notinha, ouvia inúmeras histórias e estórias de aventuras de meu avô. Fantasia ou não era tão bom ouvir aquilo que pedia que fizesse inúmeras vezes, até sentia medo de umas em que ele enfrentava o “coisa ruim” em forma de redemoinho no campo. Nossa!  Aqueles momentos tão simples eram tão bons que o campo todo se tornava mágico, a estância, o lugar... Eu nem precisava sair do Sodré para fazer viagens tão longas, claro na imaginação.

Hoje quando acampo com meus filhos tento algo parecido, sinto que um tipo de momento aconchegante nos une mais do que ver um filme juntos, que também é bom. Como meu avô fazia, sinto que eles também criam uma aproximação maior comigo e vejo que conversar de fato aproxima muito pai e filho, cria uma relação em que ao pensar em segurança, pai é tudo, é o porto onde se pode parar, por isso antes de pensar em si, tempo para os filhos é tudo.

Com a tecnologia atual isso foge um pouco do nosso alcance e os filhos adolescentes desmistificam muito nossos conceitos porque convivem com o diferente, aprendem que o universo está cheio de possibilidades, mesmo assim velhas histórias, ainda que fantasiosas aproximam pais e filhos em momentos que mesmo simples se tornam especiais. Às Vezes penso que ainda hoje, bem mais velho iria gostar de ouvir as velhas histórias do meu avô.

Gosto de acampar com meus filhos mais por causa disso, sou eu e eles partilhando desafios junto a natureza, contando um com o outro, partilhando o espaço de uma barraca iglu, precisando de um para buscar lenha e outro para preparar a sombra. E com certeza na vida aprendi que quando se tem filhos, nossa vida passa a ser deles e aprendi isso com meu avô, o velho João Machado cuja lembrança está sempre presente em mim.

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