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06 agosto 2013

Famílias gabrielenses ocupam Fazenda Angico para pressionar o INCRA a destinar terras

100 famílias ocupam Fazenda Angico, para pressionar o INCRA a liberar terras na região
Cerca de 100 famílias que integram o movimento "Filhos desta Terra", que existe há quatro anos na região do Batovi, ocupam de forma pacífica a Fazenda Angico, localizada nas proximidades do km 24 da RS-630. A ocupação tem por objetivo pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para que agilize e decida por destinar terras às famílias, que esperam há dois anos por providências.


Movimento, criado há quatro anos, aguarda há mais de dois anos e meio providências e nada

Ocupação é pacífica. Famílias sairão se houver determinação judicial
Segundo dois líderes do movimento, Jorge Goés e João da Silveira, as famílias aguardam a liberação de áreas ociosas. "É um movimento pacífico e que apenas quer que as famílias possam receber suas terras, por que estamos esperando há mais de dois anos enquanto que quem não é da terra, é assentado", frisou Goés.

Alvo de disputa judicial, Fazenda está abandonada e com instalações deterioradas
Eles destacaram que todos que fazem parte do movimento, trabalham e produzem para seu sustento e venda. "Se determinarem para sairmos, vamos sair pacificamente. Não retiramos uma palha sequer da propriedade", frisou Silveira. A área de 1800 hectares está desocupada e se deteriorando, está em objeto de disputa judicial. O prazo seria até as 16h para as famílias sairem da propriedade.

Jorge Góes, um dos líderes
De acordo com o Diário de Santa Maria, o instituto ainda não recebeu a pauta dos manifestantes. A priorodade do órgão é a obtenção de espaços para 537 famílias acampadas cadastradas no Estado, incluindo o movimento Filhos desta Terra, que pode ser beneficiado com lotes vagos na região. O Incra aguarda nova normativa de seleção de famílias, pelo governo estadual.

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