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17 junho 2013

O mestre da dança perto de nós: Carlinhos de Jesus fala sobre dança e as pessoas

Carlinhos de Jesus conheceu a região da Fronteira e fez o que gosta: dançar. Ele foi recebido com o melhor do samba, a cargo da Escola de Samba Aliança, verde e rosa como a Mangueira do coração
Dentro da programação do 11º Dança Bagé, um dos pontos altos do evento foi a participação de um ícone da dança no País e considerado um ídolo para os praticantes da modalidade. Em coletiva de imprensa na Casa de Cultura Pedro Wayne, em Bagé, o bailarino, coreógrafo e pedagogo Carlinhos de Jesus salientou as histórias de vida e a importância do incentivo à dança como meio de cultura, educação e ressocialização de camadas excluídas da comunidade, de forma simples e emocionada.


Na chegada, uma demonstração do que viria à noite, com muito entusiasmo
Ele, que estava na cidade desde a sexta-feira - onde foi recebido no aeroporto e trazido até Bagé pelo Prefeito Dudu Colombo -, já chegou fazendo o que gosta: dançar, onde compartilhou a arte com os bailarinos do Grupo de Dança de Salão Edson Silva, da cidade. Pedagogo formado, Jesus quebrou já de cara o protocolo, falando da dança e sua vida, e do carinho das pessoas. "O brasileiro tem este carinho por que coloca o sentimento muitas vezes acima da razão", frisou. Se impressionou com a quantidade e beleza dos casarios antigos na cidade, e foi enternecido pelo carinho das pessoas, que queriam abraçar e tirar fotos com ele.

"Abrindo o coração", o coreógrafo relatou a vida voltada à dança e a sua reconstrução por meio dela, para a imprensa regional

Ele ganhou uma charge feita por Cláudio Falcão (E), do Jornal Minuano, durante a coletiva
Este conforto das pessoas, inclusive, salienta que é parte de uma reconstrução da vida, somado ao amor à dança, onde agradeceu de forma emocionada - sua maior tristeza foi a perda do filho em novembro de 2011, morto em um assalto. "Estou em um momento de renascimento de vida profissional, pessoal e familiar. Todo carinho e abraço é importante", desabafou, com lágrimas nos olhos.

Vindo para se apresentar e convidado como oficineiro, Carlinhos de Jesus relatou o trabalho feito na dança e também o amor à profissão. Ele decidiu insistir na dança quando era funcionário estadual no RJ, onde realizava inclusão social para crianças e jovens. Relatou inclusive dois casos, de ressocialização de duas pessoas que trabalhavam para o tráfico - uma delas, se tornou atleta paraolímpico e ganhou medalhas nos Jogos de 2000. "Crianças que poderiam atear fogo em colchões e tentar fugir, estavam dançando", comentando que a dança é algo acessível a todos, basta querer e usar o coração.

Na oficina ministrada por ele à tarde, casa lotada no Teatro Auxiliadora: dançarinos tem ele como ídolo
Ele ainda chamou a atenção para que as autoridades valorizem a dança como forma de ensinar a cultura e educar a população, proporcionando uma forma de ocupar a mente e também de incentivar talentos. "A dança é o primo pobre das artes e a dança de salão é o primo bastardo", destacando a importância dos eventos de dança para a cultura, exaltando o trabalho da coordenadora do festival, Anacarla Flores.

O coreógrafo se emocionou ao comentar os momentos de inspiração e criação das comissões de frente das escolas de samba e sobre os momentos de expectativa no processo de criação, a angústia de obedecer prazos e o compromisso de realizar algo grandioso. Sobre isso, declarou: “Tenho vitiligo. Cada mancha do meu corpo nasceu em cada comissão de frente que criei e da qual participei.” Ele se referiu, principalmente, à Estação Primeira de Mangueira, escola de samba de “seu coração”, para a qual está de volta depois de um período afastado. 


Na apresentação, irreverência, simpatia e domínio da dança total no palco do Dança Bagé
Em 2013, por exemplo, criou a Festa do Arraiá, encenação e coreografia da bateria da Vila Isabel, vencedora do carnaval carioca. Dentro disso, ele, que é casado com a médica obstetra Rachel há 30 anos, relatou que um dos processos surgiu durante um dos atendimentos da esposa. "Enquanto esperava minha esposa no trabalho, veio a ideia em minha mente, fluindo e coloquei ela no papel", explicando que esta foi aplicada no desfile da Mangueira em 2000, com o enredo "Dom Obá II, Rei dos Esfarrapados", ao reproduzir o nascimento de Cândido da Fonseca Galvão, amigo de Dom Pedro II, entre os elementos da Comissão de Frente. Ele relata que o trabalho gerou uma situação curiosa e engraçada: um policial, achando que o bebê era de verdade - na verdade um boneco de látex, com movimentos provocados pelas mãos do coreógrafo - seguiu a comissão e queria dar voz de prisão ao artista.

Aos 59 anos, Carlinhos esbanjou leveza e simpatia. No final da entrevista, ele recebeu uma camiseta do evento, assim como mimos da terra. E o chargista do Jornal Minuano, de Bagé, Cláudio Falcão, entregou uma charge feita na hora. O encontro foi encerrado com apresentações do Grupo de Dança Edson Silva, dos bailarinos do Grupo de Artes Nativas Campo Aberto e a Escola de Samba Aliança, verde-rosa como a carioca Mangueira, escola de coração do coreógrafo.

À tarde, a oficina de dança com Carlinhos de Jesus ficou lotada no Teatro Auxiliadora, anexo ao Colégio, e o grande momento chegou mais tarde, onde com a parceira Michele Barreto, apresentou o melhor da dança com leveza, categoria e irreverência, para delírio dos mais de 5 mil presentes ao Ginásio na noite de sábado.

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