Projeto, se aprovado, pode ameaçar rodeios como o do Mercosul, realizado pelo Tarumã (foto Arquivo C7) |
Com informações de Zero Hora
Uma polêmica está causando rebuliço entre os tradicionalistas nesta segunda (17). O deputado federal Ricardo Tripoli, do PSDB-SP, apresentou projeto de lei que proíbe a perseguição de animais durante rodeios em todo o país, o que pode afetar a prova do tiro de laço, a prova mais conhecida e disputada entre as provas campeiras do RS, além das gineteadas e o Freio de Ouro. Manifestações de repúdio a lei foram fortes nas redes sociais, e colocam os praticantes da atividade em alerta.
O texto do projeto cita provas realizadas durante a Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos (SP), referindo-se a morte de um animal que teve a coluna fraturada durante uma prova. "Eu acho que onde tem os maus-tratos de animais, nós devemos abolir esse processo e retirá-los. Era uma cultura brasileira a escravidão e não é mais hoje", justifica o deputado, que já é alvo de protestos nas redes sociais. A proposta, que antes de ir a plenário, precisa ser aprovada nas comissões de Turismo, Meio Ambiente e de Constituição e Justiça, deixou os praticantes do esporte em alerta. Nas redes sociais, já circulam campanhas contra o projeto. Em jogo, está uma indústria que no Rio Grande do Sul movimenta 1,2 milhão de pessoas, segundo o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). São cerca de 38 mil laçadores e 40 rodeios por mês durante a temporada que vai de outubro a maio.
O presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), Manoelito Savaris, está pedindo aos dirigentes de entidades filiadas que pressionem os deputados em cada Estado a votarem contra a proposta. "Os rodeios trabalham com animais, mas não os submetem ao sofrimento. Se eventualmente isso acontecer, a gente fiscaliza e pune", garantiu. Na bancada gaúcha no Congresso, o projeto já tem rejeição forte por parte dos parlamentares. "O animal gosta de pular, o cavalo gosta de saltar, correr, ou seja, nós vamos negar isso? Eu não vejo como o Congresso Nacional vá poder aceitar isso", afirmou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), contrário a proposta.
Organizações protetoras dos animais aprovam a medida, afirmando que "atende a um clamor" da sociedade. A questão já causa manifestações contrárias nas redes sociais, onde muitos usuários do Facebook, por exemplo, dizem que o deputado deveria "fiscalizar a corrupção, aplicação de recursos públicos do que estar fazendo projetos que ferem a cultura de cada Estado", manifestou uma usuária da rede. As entidades organizadoras de provas tem adotado práticas que visam a preservação dos animais usados nas provas. Este ano, Ministério Público e MTG assinaram um acordo para fiscalizar uma lei de 2002, que regula os rodeios no Estado. É uma medida controversa, que interferiria na cultura de cada Estado, principalmente do Rio Grande do Sul, onde o gaúcho e o cavalo tem uma relação indissolúvel nestas atividades.
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Acho um grande equivoco caso essa lei venha a ser aprovada. O pessoa que critica e fala mal dos rodeios, certamente nunca participou de um, não tem informação a respeito do tratamento que os animais recebem. E uma fatalidade não é justificativa para a proibição. Quero lembrar que o responsável pelo caso citado foi severamente punido. Ha, carros matam pessoas inocentes, porque não proibem o uso de automóveis também? #fatalidade x fatalidade.
ResponderExcluirSou a favor de terminar qualquer atividade que se use animais, como alguém que não está na pele do bicho pode saber se ele se sente confortável com tal situação?
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