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23 dezembro 2012

Milagre dos Andes: os 40 anos da superação de um drama

Momento de descanso dos sobreviventes, registrado em uma máquina encontrada nas bagagens. Apesar da aparente descontração, a sobrevivência era prioridade para o grupo, que conseguiu sair dali em 23 de dezembro de 1972 (foto divulgação)
Há 40 anos, o sofrimento de 16 atletas de rugby e universitários uruguaios que perdurou 72 dias teve seu fim. Após dois meses de angústia, onde após se acidentarem na Cordilheira dos Andes onde iriam à Santiago e ficarem isolados e entregues à própria sorte, o grupo conseguiu sair são e salvo, em condições extremas de sobrevivência, na "Tragédia dos Andes" ou "Milagre dos Andes". Por meio de Fernando Parrado e Roberto Canessa, que cruzaram a pé durante dez dias, o socorro veio.



Em 1972, o turbo-hélice Fairchild FH-227 D da Força Aérea transportando a equipe de rugby uruguaia Old Christians Club, de Montevidéu, acabou se acidentando devido a um grave erro de navegação do piloto, vindo a se chocar com as montanhas na fronteira entre a Argentina e o Chile, caindo em um ponto a 3.600 metros de altitude. Dos 45 passageiros, 12 morreram no acidente ou depois, cinco na manhã seguinte e uma no oitavo dia. Os graves ferimentos, aliado ao frio extremo de -30ºC, colaboraram para as mortes.

Após oito dias, as buscas foram canceladas, para desespero dos sobreviventes. O avião, por ser de cor branca, ficava praticamente invisível do céu. Para complicar a situação, uma avalanche em 29 de outubro matou mais oito sobreviventes, reduzindo o grupo a dezesseis. A escassa quantidade de alimentos estava se esgotando, e os restantes tomaram uma decisão difícil: se alimentar da carne dos passageiros mortos.

A expedição começou em 12 de dezembro, onde Parrado, Canessa e Antonio Vizintin foram subir às montanhas para buscar ajuda. Vizintin foi orientado a retornar ao acampamento, visto que as rações estavam terminando. Após dez dias de caminhada, ambos conseguiram chegar a um povoado, extenuados e cansados, conseguiram contato nas proximidades do Rio Azufre. Em dois dias, Parrado levou a Força Nacional Argentina para resgatar os demais companheiros. Todos foram hospitalizados em Santiago, para tratamento e recuperação médica.

O acidente serviu como exemplo de superação e perseverança. Virou filme, vários livros e os sobreviventes se reencontram sempre, chegando a fundar uma ONG, a Fundação Viven, que procura devolver pessoas com dignidade à sociedade, assim como campanhas de valorização da vida. Em 2006, assistimos uma palestra sobre vencer adversidades, com Antonio Vizintin, um dos expedicionários do grupo, na Feira do Empreendedor, realizada na época na Fiergs. O auditório esteve lotado para ouvir o uruguaio, que relatou sobre a tragédia, mostrando que qualquer adversidade para o crescimento do negócio é possível superar.

Os uruguaios que mostraram ao mundo que mesmo com os obstáculos impostos pelos Andes e pela sociedade que os esqueceu, buscaram voltar à vida. Se o drama dos mineiros chilenos é exemplo de superação, este foi o antecessor de verdade.


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