Josias Borges
Colunista do blog
O coelho, a tartaruga e os investimentos
Não é novidade para ninguém que o ritmo da vida moderna é acelerado. Vivemos na época da informação instantânea e globalizada, revoluções tecnológicas a todo instante, etc, etc, etc. Podemos dizer que a velocidade já está tatuada no ser humano moderno e, como conseqüência, passamos a incorporá-la em nosso cotidiano. Esta ideia pode ser uma grande armadilha no campo dos investimentos. A busca de lucratividade meteórica é o canto da sereia que leva os indisciplinados a se perderem nos mares do mercado financeiro. É realmente tentador.
Ao passo que na poupança não é provável remuneração superior a 0,7% ao mês, no mercado de ações, por exemplo, este percentual é considerado ínfimo, diante das grandes oscilações que presenciamos, principalmente em momentos de incerteza como o atual. Diante de tal cenário, com oscilações diárias que facilmente atingem 2% em nossa bolsa, fica difícil manter a disciplina e investir a longo prazo. É exatamente para compreender melhor a supremacia da constância sobre a velocidade, que resgato aqui a fábula do coelho e da tartaruga, atribuída e Esopo e propagada por La Fontaine.
Em suma, o coelho (ou lebre como citam alguns) confiava muito em sua velocidade e perspicácia. Fatores que o levaram a subestimar sua oponente, a tartaruga. O coelho era realmente veloz, entretanto por vezes dormia, ou dedicava seu tempo a namoros superficiais. Enquanto isso a tartaruga mantinha a velocidade constante e seu foco na linha de chegada. O final da história todos conhecem. De tantas interrupções que houve no caminho do coelho, a tartaruga acabou conseguindo vencer.
Vitória da disciplina, do foco, da paciência e da prudência da tartaruga sobre a ilusória superioridade do coelho. Assim também ocorre nos investimentos. Às vezes, a escolha mais segura e constante nos leva mais longe, e de forma mais segura, do que as escolhas fugazes. Para quem quer ir longe de forma constante, existe um grande aliado: o JURO COMPOSTO. Inclusive esta é “uma das maiores forças do universo pois permite acumulação de riqueza de forma confiável e sistemática”. (frase atribuída ao gênio Albert Einstein). Então, por onde começar?
Primeiro: organize seu orçamento de maneira que possa investir mensalmente o máximo possível (de preferência 20% da receita);
Segundo: procure investimentos confiáveis, como títulos públicos que irão lhe pagar a taxa de inflação mais um ganho real de cerca de 6% ao ano, ou seja, muito além da poupança;
Terceiro: sempre reinvista os lucros (para gerar o juro composto);
Quarto: com apoio de profissionais do mercado financeiro busque aprofundar seus conhecimentos em busca de melhores oportunidades para aplicação de capital. Com certeza elas existem.
E-mail: blogcadernosete@gmail.com













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