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09 novembro 2011

Panorama Esportivo

Augusto Solano Lopes Costa
Colunista do blog


Depois de um final de semana em que a realidade se apresentou de forma inequívoca para os dois maiores clubes gaúchos que disputam a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro de 2011, temos a certeza de que “nada é por acaso”.A situação atual de Grêmio e Internacional não pode ser considerada surpreendente para os seus torcedores mais realistas.


O Internacional começou o ano sob nova direção, após a participação no Campeonato Mundial Interclubes, em Abu Dabi, a inesquecível derrota para o Mazembe, o primeiro equívoco. Giovani Luigi que ainda não havia tomado posse, mas já estava eleito aceitou a renovação de Celso Roth, mesmo sabendo que teria que demiti-lo em breve, o que acabou acontecendo. Persistiu no erro de disputar parte do campeonato Gaúcho com o chamado time B, sob o comando de Enderson Moreira, que caiu antes de Roth e terminou-se a experiência sob as ordens de Roberto Siegmann, que se descobre agora, não falava com Luigi, no seu estilo peculiar o Vice-Presidente de futebol, demite Roth e contrata Falcão, afastado dos vestiários há bastante tempo. O início claudicante da nova comissão técnica gera desconfiança nos torcedores e mesmo assim o time recupera o Gauchão 2011, que estava praticamente perdido para o tradicional rival. 

A conquista do campeonato dá sobrevida a Falcão que no início do Brasileirão 2011, ainda cambaleante declara: “O Internacional não tem time para disputa do título”. Princípio de crise os resultados continuam pífios, cai Siegmann e sua comissão técnica. Interinamente Osmar Loss, comanda o time na espera do novo treinador, os nomes vão sendo ventilados ao sabor da especulação e nesta esteira vão sendo descartados Adilson Batista, a torcida estava corretíssima em não aceitar seu nome; depois vem o quase acerto com Cuca também vetado pelos torcedores até que chega Dorival Júnior e de cara conquista a Recopa. Neste curto espaço de tempo o time teve cinco (5) treinadores no comando técnico do time. Não há jogador, por mais inteligente que seja, com capacidade de assimilar tantas idéias táticas e concepções em tão curto espaço de tempo. O resultado está consagrado em campo, um teimoso sétimo lugar, até aqui, com alguma possibilidade de conseguir uma vaga para a disputa da Libertadores de América em 2012. O time mostra em campo o resultado de escolhas equivocadas. Dorival Júnior é um acerto que tem que ser mantido para o próximo ano e fala-se em Dagoberto, mas não pode deixar sair Leandro Damião. Mantidas estas possibilidades dá para sonhar com melhor sorte no ano que vem.

O Grêmio, por sua vez repetiu os erros. Paulo Odone assume com discurso ufanista e com flautas ao adversário, lembrando em seu discurso de posse as comemorações do campeão africano como ironia direta ao adversário e à sua torcida. É obrigado a aceitar Renato Portaluppi, em razão da campanha que este comandou no segundo turno do brasileirão 2010, com conquista ao direito de disputar a Pré-Libertadores depois de haver assustado sua torcida com a possibilidade de novo rebaixamento. Perde o Gauchão em casa, quando tinha o campeonato praticamente conquistado, inicia o brasileirão com maus resultados, demite-se o treinador e busca o auxiliar técnico de Falcão no Inter, tira do adversário Julinho Camargo, com poucas credenciais para dirigir o time. Dura pouco mais de um mês e é demitido com toda a direção do futebol, a exemplo do Inter. Contrata Celso Roth e alguns jogadores que estavam afastados de seus clubes e Paulo Pelaipe ressurge no cenário, evita a queda para a segunda divisão, mas não conquista sequer a vaga para a Libertadores 2012. Erraram demais os dirigentes da dupla GRENAL o resultado não poderia ser melhor do que os até agora apresentados. A culpa não pode ser do mordomo.


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